NOVO: Cancer Seek pode detetar oito tipos de cancro antes que se alastrem.

Fig.1- Cancer Seek a ser testado nas 10 mil pessoas.
NOTÍCIA



Os investigadores crêem que o teste Cancer Seek vai salvar milhares de vidas e que poderá estar disponível dentro de alguns anos. Ainda está a ser testado, mas o entusiasmo já é grande.  

A luta contra o cancro pode estar a mudar dentro de alguns anos. Com a ajuda da Ciência foi dado um grande passo na medicina. Há um novo teste ao sangue que pode detetar oito tipos comuns de cancro antes que seja tarde de mais

O teste Cancer Seek é feito através da biópsia líquida, que permite aceder ao material genético do tumor de forma não invasiva, recorrendo apenas a uma análise de sangue. O teste encontra, assim, mutações no DNA em que as células mortas libertam no sangue e os biomarcadores de proteínas associadas a diversos tipos de cancro.


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Quanto mais cedo o cancro for diagnosticado maior é a hipótese de poder tratá-lo. Por exemplo, o cancro do pâncreas está associado a muito poucos sintomas e é, na maioria das vezes, detetado tardiamente, levando a que quatro em cada cinco pacientes morram no ano em que são diagnosticados.


Encontrar os tumores quando ainda podem ser removidos através de cirurgia é “uma diferença da noite para o dia” no que diz respeito à sobrevivência, explicou Tomasetti explicou, pelo que este teste será verdadeiramente útil.


Gert Attard, que conduziu a investigação no Centro de Evolução do Cancro do Instituto de Pesquisa do Cancro, em Londres, afirmou que o teste tem “um grande potencial”, acrescentando que “Estou extremamente animado. Isto é o Santo Graal — um exame para diagnosticar um cancro sem todos aqueles procedimentos como é o caso das colonoscopias”.



O professor Peter Gibbs, do Instituto Walter e Eliza, em Melbourne, que trabalhou no desenvolvimento do Cancer Seek, disse que o teste será mais importante para as pessoas mais velhas já que em grande parte dos casos o cancro surge a partir dos 50 anos, mas também para pessoas mais novas cujo histórico familiar as coloca numa categoria de elevado risco.


Segundo o jornal The Guardian, o teste está agora a ser testado em mais 10 mil pessoas, mas, para Gibbs a grande questão prende-se com o custo deste novo método. O professor crê que o teste Cancer Seek ultrapassará os 800 euros, inicialmente, mas que com o passar do tempo deverá baixar.



COMENTÁRIO




No organismo humano grande parte das células divide-se continuamente, de tal forma que se calcula que bianualmente substituímos uma massa de células equivalente à totalidade da massa do nosso corpo. Os investigadores estimam que, em cada célula, em condições normais ocorrem, por dia, inúmeras alterações ao nível do DNA. Contudo, as células têm uma extraordinária capacidade de reparar estas anomalias de tal forma que só algumas persistem.

As alterações permanentes do genoma dos indivíduos designam-se por mutações e os indivíduos que as possuem chamam-se mutantes. 
Existem dois tipos de mutações: as mutações génicas e as mutações cromossómicas. As mutações génicas que ocorrem quando se dá uma alteração pontual ao nível dos nucleótidos de um gene, constituindo-se deste modo, um alelo desse gene, isto é, uma nova versão do gene. As alterações, que ocorrem ao nível dos genes devem-se, em muitos casos, à substituição de um nucleótido por outro diferente, como sucede na anemia facilforme ou na fenilcetonúrica. Noutros casos, a molécula de DNA perde ou ganha um nucleótido.
As mutações cromossómicas, por outro lado, não afeta só o gene como também, partes de cromossomas, cromossomas completos ou até conjuntos de cromossomas. Durante as complexas movimentações do DNA podem ocorrer erros que afetam quer a estrutura dos cromossomas quer o seu número.
A maioria dos cancros desenvolvem-se através de mutações nos genes. Uma célula normal pode tornar-se numa célula cancerígena após a ocorrência de uma série de alterações genéticas. O tabaco, alguns vírus, ou outros factores relacionados com o quotidiano, ou seja, com os estilo de vida das pessoas, podem originar este tipo de alterações em determinados tipos de células.
É importante referir que alguns tipos de alterações nas células passam de pais para filhos, o que aumenta o risco de cancro para o sucessor. Na altura do nascimento essas alterações estão presentes em todas as células do organismo.
Num doente com sinais ou sintomas que sugerem estarmos perante um cancro, o mesmo deve ser alvo de observação médica imediata, sendo colhida a sua história clínica e solicitados os exames complementares que se afigurem pertinentes para cada caso em concreto.
Os exames complementares como, por exemplo, as análises sanguíneas, às fezes e à urina, as mamografias, as colonoscopias entre outras,  podem auxiliar o diagnóstico clínico, no entanto, a única forma inequívoca de determinar se uma pessoa tem cancro é através da avaliação ao microscópio de células colhidas através de uma biopsia, pela Anatomia Patológica.
Com isto, um paciente com sintomas cancerígenos tem de passar por vários tipos de exames e análises, por vezes dolorosos, para ser diagnosticado e iniciar o seu tratamento que, por vezes já acontece tarde demais devido à descoberta também tardia.
Em suma, este novo teste ao sangue que pode detetar até oito tipos de cancro será benéfico para toda a comunidade, pois evitará um processo de diagnóstico lento e doloroso e aumentará as chances que o doente tem de sobreviver pois o tratamento será iniciado mais cedo. 

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Feito com por Álvaro Teles e Mónica Silva

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