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Cientistas conseguem fazer nascer crias de ratos de casais do mesmo sexo.

Casais de ratos do mesmo sexo conseguem procriar graças aos cientistas 






NOTÍCIA


Nova técnica que usa células estaminais modificadas apagando grupos químicos do ADN associado ao sexo, fazem nascer crias de ratos de casais do mesmo sexo. Investigação foi realizada pela Academia Chinesa.

Graças a uma nova técnica que mistura células estaminais modificadas apagando grupos químicos de ADN associado ao sexo, é possível reproduzir crias de rato a partir de casais do mesmo sexo.



Muitas espécies conseguem reproduzir-se sem ser necessário haver um casal de macho-fêmea, como anfíbios, reptéis e peixes. Mas o processo é mais difícil quando toca a mamíferos. ”Estamos interessados na questão de os mamíferos apenas puderem submeter-se à reprodução sexual”, afirmou Qi Zhou, o coautor do estudo à revista.


O estudo desenvolveu um processo complicado de modificação genética, já que os cientistas tiveram que eliminar anormalidades geradas no processo reprodutivo de casais do mesmo sexo. Normalmente, os mamíferos herdam dois conjuntos de genes, um do pai e outro da mãe. Contudo, existe um grupo químico do ADN associado ao sexo, chamado ”impressão genética”, que se herda de um só progenitor.


Neste caso, o subconjunto do outro progenitor está inativo, uma vez que ao transmiti-lo é apagado. Caso esse processo não seja concluído de forma adequada a cria pode sofrer anomalias. Misturar material genético de crias do mesmo sexo pode apresentar elevados riscos para os bebés que recebem a importação genética.


                                               Fig.1 - Rato recém-nascido.

Utilizando conjuntos de ADN de ratos fêmea, os cientistas conseguiram reproduzir 29 crias a partir de 210 embriões que conseguiram viver até à idade adulta e reproduzir-se na normalidade. No entanto, os ratos produzidos a partir de material genético masculino só sobreviveram durante 48 horas.



Este é uma investigação importante no ramo científico. Dusko Ilic, investigador da King’s College de Londres, considera que isto ”abre caminho sobre diferentes aspetos da reprodução entre mamíferos e abre novas portas para futuras investigações”, afirmou à agência SMC.



Por outro lado, Christophe Galichet, investigador do Instituto Francis Crick, sublinha que ”os autores deram um passo extremamente importante para que possamos entender o porquê de os mamíferos apenas se puderem reproduzir sexualmente”.

É a primeira vez que este método é aplicado com êxito depois de outras experiências prévias. E ainda que as aplicações desta investigação sejam em grande medida teóricas, poderão melhorar o processo de clonagem nos mamíferos e nos tratamentos de fertilidade para o mesmo sexo.



COMENTÁRIO

A fecundação acontece nos mamíferos quando há a junção de um óvulo com um espermatozóide, ou seja, é necessário existir um sistema reprodutor masculino e um sistema reprodutor feminino, pelo que não pode haver a junção de óvulo com óvulo ou vice-versa.
Porém, a fecundação não necessita necessariamente de relações sexuais pelo que há a reprodução assistida que ajuda casais a procriarem no caso de problemas na fecundação normal. Alguns problemas frequentes são:
- Produção e libertação de espermatozóides em número insuficiente;
-Deficiência na mobilidade dos gâmetas;
-Percentagem elevada de espermatozóides anormais;
-Anomalias na libertação de espermatozóides;
-Exposição a tóxicos, como tabaco, álcool, drogas;
- Anomalias Congénitas;
- Anomalias na secreção hormonal, desencadeando problemas na ovulação;
- Obstrução ou alteração das trompas;
- Problemas ao nível do endométrio;  
- Infeções das vias genitais;
- Muco cervical desfavorável aos espermatozóides.
Devido a estes problemas existem a inseminação intra-uterina ou inseminação artificial, a fertilização in vitro e a Injeção intracitoplasmática de um espermatozóide.
Os cientistas da Academia Chinesa basearam-se nestes processos para que, usando um técnica semelhante, eliminassem parte do ADN dos animais que fosse prejudicial para a cria e assim poder haver a fecundação entre dois animais do mesmo sexo. 
Contudo, esta descoberta e avanço científico pode ser favorável aos casais do mesmo sexo da espécie humana no futuro.



TAG: Genética, Biologia, Investigação

Observação de indivíduos de Drosophila melanogaster

Fig 1: Amostra de Moscas - Miradouro da Ribeira Brava



Drosophila melanogastermosca-das-frutas ou mosca-do-vinagre, é uma espécie de insecto díptero. Durante muito tempo as drosófilas foram conhecidas como moscas-das-frutas, entretanto essa nomenclatura já não é mais utilizada por referir-se mais apropriadamente às moscas da família Tephritidae, que causam prejuízo aos fruticultores. As drosófilas se alimentam de leveduras em frutos já caídos em início de decomposição e, portanto, não causam prejuízo. Esta espécie é um dos animais mais utilizados em experiências de genética, sendo dos mais importantes organismos modelo em Biologia.
É utilizada em inúmeros estudos genéticos por apresentar cromossomas "gigantes", formados por várias multiplicações dos filamentos da eucromatina, facilitando sua observação ao microscópio. Possui estruturas chamadas "pufes", que são prolongamentos da eucromatina que permitem um maior contato da mesma com o hialoplasma nuclear, ativando uma área maior do ADN. Cada um de seus olhos compostos possui cerca de 760 omatídeos.

Resultado de imagem para Drosophila melanogaster ciclo de vida
Fig 2: Fêmea e macho (Consultado em https://goo.gl/jkmcWG)
A sua diferenciação consiste que o Macho tem um corpo menos alongado, possui pênis na parte ventral e um arco genital, existência de um abdómen negro arredondado e possui um pente sexual, enquanto que a fêmea possui um corpo maior, abdómen listrado em riscas claras e escuras alternadamente, possui vagina na parte ventral e não tem pente sexual.

Thomas Hunt Morgan, embriologista, realizou estudos aprofundados com moscas. As moscas estudadas têm dimensões reduzidas e, muito frequentemente, estão sobre os frutos maduros, tendo o nome científico Drosophila melanogaster; sendo, por isso, conhecida por mosca-da-fruta.
Resultado de imagem para Drosophila melanogaster ciclo de vida

Figura 3: Ciclo de Vida da Drosophila melanogaster (Consultado em https://goo.gl/4T5JXy)

Estas moscas são ideias para a experiência uma vez que apresentam um ciclo de vida bastante curto (26-33 dias). O ciclo divide-se em 4 etapas: ovo, larva, pupa e fase adulta.



ATIVIDADE LABORATORIAL
Material:
  • Amostras de diferentes de lugares de Drosophila melanogaster;
  • Tubos de ensaio;
  • Éter;
  • Recipientes com meio de cultura;
  • Pinças;
  • Caixas de petri;
  • Algodão;
  • Pipetas;
  • Lanterna (opcional)
  • Lupa binocular.
  • Funil;
Procedimento:
  1. Após ter recolhido a amostras da espécie e ter deixado elas se reproduzirem, abra com recipiente com cuidado e cubra com o funil invertido com o tubo de ensaio a tapar a saída.
  2. Aguarde que as moscas subam, se necessitar, utilize a lanterna para acelerar o processo.
  3. Com a pipeta, humedeça o algodão com éter e tape o tubo de ensaio de modo a "adormecer" a espécie Drosophila melanogaster; (CUIDADO: É IMPORTANTE QUE NÃO UTILIZE EXCESSIVAMENTE ESTE PARA NÃO AS MATAR)
  4. Quando as moscas estiverem adormecidas, coloque-as na caixa de petri e observe à lupa para registar as diferenças e identificar caraterísticas de lugares específicos.
Fig 4: A espécie adormecida dentro das caixas de petri

RESULTADOS

Fig 5,6 e 7: Drosophila melanogaster de Câmara de Lobos, São Paulo e Miradoro, respetivamente.
Podemos constar que entre as espécies da Ribeira Brava não há diferenças significativas. Já em oposição, a espécie de Câmara de Lobos apresenta um corpo ligeiramente mais claro.

(Este artigo encontra-se em desenvolvimento)
TAG: Atividade Prática

Ao meio-dia lunar há moléculas de água a voarem em torno da Lua

A água na Lua não está apenas escondida na profundezas escuras das crateras. Há moléculas de água agarradas às poeiras que se soltam com o sol do meio-dia.

NOTÍCIA



NOTÍCIA
Em agosto de 2018, a NASA deixou claro que existe água na Lua — água congelada na profundidade de crateras escuras. Agora, a agência espacial norte-americana pretende mostrar como é que ela se move: mais ou menos, saltando de poeira em poeira. Mas só do lado visível da Lua. A superfície lunar é feita de poeiras e materiais soltos (o chamado regolito) sobre rocha sólida e as moléculas de águas agarram-se a estas partículas com a força que têm. Pelo menos até ao meio-dia lunar. Chegada a esta hora, o calor (que é como quem diz: a energia) é tal que as moléculas de água se soltam das partículas e andam um pouco à deriva até as temperaturas descerem o suficiente para se voltarem a ligar à superfície.
Este é um resultado importante sobre a água lunar, um tema quente visto que o programa espacial nacional se volta a focar na exploração lunar”, disse Kurt Retherford, investigator responsável por um dos instrumentos do robô lunar da NASA — Lunar Reconnaissance Orbiter, citado pelo SciTechDaily.
Este instrumento — LAMP, Lyman Alpha Mapping Project — avaliou a hidratação lunar ao longo do dia com base na forma como as moléculas aderem temporariamente às partículas à superfície do solo lunar.
Os resultados foram publicados na revista científica Geophysical Research Letters e vêm contrariar a ideia anterior de que a água na Lua tinha origem nos ventos solares. Não, os ventos solares não arrastam as moléculas de água, mas hidrogénio, e essa poderia ser a origem dos dois átomos de hidrogénio que compõem as moléculas de água (H2O). Se assim fosse, sempre que a Terra se coloca à frente do Sol, a Lua ficaria protegida dos ventos solares e a quantidade de água à superfície diminuiria, mas isso não acontece. Logo, os ventos solares não explicam a formação de água no nosso satélite natural. Estes novos resultados são importantes para perceber o ciclo da água no satélite terrestre, a história da Lua e podem até vir a ser úteis para futuras missões espaciais. “A água lunar pode vir a ser usada como combustível, como escudo contra a radiação ou para fazer a regulação térmica”, disse Amanda Hendrix, investigadora no Instituto de Ciências Planetárias e primeira autora do artigo científico. “Se estes materiais não tiverem de ser enviados da Terra, vai tornar as missões futuras mais acessíveis.”
COMENTÁRIO


A descoberta de água noutros corpos celestes, apesar de estar relacionada com o campo da Geologia,  é sempre uma mais valia para a biodiversidade: imaginemos a propagação da vida além da Terra. Se novas espécies se desenvolvessem sobre as condições lá dadas e se adaptassem ao meio, seria um marco histórico para a Biologia. Mas não só, como é previsto, em poucos anos a água tornar-se-á num recurso natural escasso e caro, com o avanço da tecnologia podemos extrair água da lua a baixo custo (a tecnologia cada vez está mais avançada e arranjaria alternativas para contornar o obstáculo do elevado custo de produção de materiais utilizados em missões espaciais, talvez com materiais mais elementares, mas eficazes: capazes de cumprir a missão cujo fim seria coletar água). Todavia, há alguns anos, descobrira-se que havia água no estado sólido noutro corpo celeste muito próximo da Terra, Marte: o planeta vermelho. Quando a vida estiver impossibilitada no planeta azul, podemos talvez imaginar uma evasão da espécie humana para outros corpos celestes no espaço sideral. A Tecnologia está a avançar a passos largos e é importante que tenhamos a cabeça aberta a novas realidades capazes de revolucionar o modo de vida.

Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta no sul da Austrália


NOTÍCIA



Era pequeno - aproximadamente do tamanho de um canguru - e era herbívoro. Seria um bom corredor, porque teria "poderosas pernas traseiras" e pertence à família dos Ornitópodes. Galleonosaurus dorisae é o nome da recém descoberta espécie de dinossauro em Gippsland, uma região no sul da Austrália, apresentada num estudo publicado pelo Jornal of Paleontology, esta segunda-feira.
Foi através de cinco maxilares fossilizados encontrados entre rochas do período Cretáceo, com 125 milhões de anos, que os cientistas identificaram a nova espécie com o auxilio de técnicas de digitalização e de impressão de microtomografia 3D. Segundo o principal autor do estudo, Matthew Herne da Universidade de Nova Inglaterra, esta é a primeira vez que foi possível detetar a que período pertence um dinossauro australiano a partir do seu maxilar.
O nome Galleonosaurus dorisae vem da forma do maxilar superior, que fará lembrar o casco de um veleiro que tem o nome de Galeão.



Este é o quinto ornitópode descoberto no vale do Rift (uma floresta com cerca de 4000 km que no período Jurássico se estendia da Austrália à Antártida) e o segundo na região de Gippsland. O primeiro foi o Qantassaurus interpidus, em 1999. "Parece-nos que estes dois dinossauros de tamanhos semelhantes eram ambos herbívoros, ainda que se alimentassem de diferentes géneros de plantas, o que fazia com que fosse possível coexistirem", indicou o professor Matthew Herne, citado pela ABC.
A investigação concluiu ainda que existe uma ligação próxima entre os ornitópodes do sul da Austrália e os da Patagónia. "Cada vez mais consolidamos a ideia de intercâmbio entre dinossauros terrestres num supercontinente chamdo Gonduana que unia a Austrália, a América do Sul e a Antártica, durante o período Cretáceo", disse o responsável pelo estudo à CNN.

Consultado a 16/03 Às 18h00:
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/uma-nova-especie-de-dinossauro-foi-descoberta-no-sul-da-australia--10667272.html


COMENTÁRIO


A  descoberta de mais um dinossauro contribui para a encenação da era mesozóica, mais em concreto, ao último período: Cretáceo. Os dinossauros eram os animais dominantes no Planeta Terra à 65M.a e foram extintos iniciando uma nova era. De facto, a ciência deixa-nos imensos mistérios para os quais nós tentamos procurar respostas, ela diferencia-se por um pequeno aspeto: esta possui o método que nos permite concluir se as nossas explicações/hipóteses estão ou não próximas da realidade.
Encontrar uns ossos, vulgo rochosos, limpa-los e estuda-los para depois expor num museu. Ao início parece algo banal, mas não, faz parte da Paleontologia - ciência que estuda os fósseis - e eu diria que, hoje, é umas das ciências mais importantes que existe, tão importante que se ela fosse erradicada, a humanidade não conseguiria sobreviver, ora vejamos: todas as nossas atividades de hoje em dia giram, de alguma forma, em torno do consumo de combustíveis fósseis - petróleo, carvão mineral e gás natural. Sem um paleontólogo não conseguiríamos fazer a prospecção dos resíduos fósseis.
Apesar de os fósseis, não contribuirem para a produção de energia, eles ajudam a definir conhecimento, isto é, a corroborar ou criticar determinadas teorias científicas, tal como a teoria proposta por Darwin: A Seleção Natutal. A descoberta de fósseis ajudaram-nos a concluir que o Archaeopteryx na verdade era um dinossauro emplumado e que as aves eram, na verdade, um grupo muito diferente de dinossauros.
Concluindo, o estudo dos fósseis ajuda-nos a pensar em como as coisas ocorreram no passado e a aproximar as nossas teses do conhecimento verdadeiro.

Tag: Biologia

Bactérias e fungos podem tornar as plantas resistentes às alterações climáticas


NOTÍCIA

Uma investigadora portuguesa testou um método que usa bactérias e fungos para aumentar a resiliência das plantas às alterações climáticas e, assim, reduzir a utilização de agroquímicos. A descoberta é de Inês Rocha, investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).


Numa nota enviada às redações, a Universidade de Coimbra explica que o método estudado consiste “em inocular plantas com bactérias presentes na rizosfera (na zona da raiz) e fungos micorrízicos. Estes dois tipos de micro-organismos possuem diferentes mecanismos de ação direta na planta, através da absorção de nutrientes, do fornecimento de água, etc., ou indireta (por exemplo, protegendo a planta de pragas ou melhorando a estrutura do solo). O processo de inoculação traduz-se por incorporar micro-organismos que promovam o crescimento das plantas de uma forma mais resistente, permitindo a sua sobrevivência independentemente da degradação ambiental.”

De acordo com a investigadora, os resultados até agora alcançados “são promissores, demonstrando vantagens na aplicação do método desenvolvido. Nos ensaios de avaliação do stress hídrico, as bactérias tiveram um efeito positivo no rendimento da cultura e os fungos foram responsáveis pelo aumento da absorção de nutrientes.

Na próxima fase da investigação, a cientista irá avaliar o comportamento das plantas em cultivo ao ar livre, em campos agrícolas.

Consultado a 04/11/2018 às 14h22:
COMENTÁRIO


Este estudo aferiu uma nova forma de praticar a agricultura de uma forma mais sustentável do que a agricultura intensiva. Isto é importante, no âmbito que numa era em que as alterações climáticas são frequentes, seria necessário doses elevadas de agroquímicos para manter as plantas sem alterações e com os resultados de colheita relativamente elevados. Além disso, essa nova técnica garante a sobrevivência das plantas relativamente a stresses ambientais, tal como um stress hídrico, salinização dos solos ou até inundações.

Desta forma, o desuso dos químicos na agricultura inibe o desgastes do solo, o que manifesta a sua duração e, por conseguinte, manifesta um desenvolvimento sustentável (permitindo as gerações futuras utilizarem aqueles mesmos solos para a produção agricola). Também se verifica que a ingestão de alimentos que foram produzidos sem a utilização de químicos são mais saudáveis e previnem doenças, nomeadamente o cancro, que poderá resultar de uma mutação originada por um produto químico cancerígeno.

TAG: Biologia, Investigação

Novo Órgão do Corpo Humano

Interstício: Novo Órgão do corpo humano 



NOTÍCIA



Em pleno século XXI, uma equipa de cientistas dos Estados Unidos revela-nos que temos um órgão que nunca tinha sido considerado como tal: o Interstício.  Este órgão é formado por um espaço com fluido e está nos tecidos conjuntivos por baixo da superfície da pele, reveste o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário e rodeia as artérias, as veias ou a membrana entre os músculos – tudo numa única estrutura.  
Não só é o mais recente órgão descoberto no corpo humano como também um dos maiores considerado pelos cientistas que o descobriram.

A primeira observação foi feita nos canais biliares do fígado graças a uma técnica de endoscopia. "Uma camada intermédia do canal biliar, que se pensava que fosse um tecido conjuntivo densamente compactado e com uma parede de colagénio densa, era na verdade um espaço aberto, preenchido por fluido e sustentado por uma rede de fibras de colagénio", disse Neil Theise, da Escola de Medicina de Icahn do Hospital do Monte Sinai (em Nova Iorque), ao Público.

O espaço intersticial é a principal fonte de linfa e  o maior compartimento de fluído do organismo. Mas os autores dizem que é mais do que isso. é uma estrutura contínua que se encontra a revestir os órgãos que são sujeitos a ciclos de compressão e distensão, seja estes ciclos constantes, como nos pulmões e artéria aorta ou intermitentes, como no sistema digestivo depois de uma refeição, na bexiga durante a micção, na pele sob compressão mecânica ou na membrana entre os músculos quando estes estão ativos.




                          Fig.2- Interstício, legenda.                     







No passado, o interstício era definido como o “terceiro espaço” – depois do sistema cardiovascular e do linfático. “Era geralmente descrito como um mero ‘espaço entre as células’, embora ocasionalmente o conceito de que havia um grande espaço intersticial já tenha sido referido. Mas as suas características anatómicas e histológicas nunca tinham sido descritas”, conta Neil Theise.

O que os autores propõe é que se olhe para o tecido conjuntivo de uma forma diferente, que não seja apenas considerado como uma parede de colagénio densamente empacotado, mas como um órgão que tem espaços preenchidos com fluído e novas células. Estas células têm características que lembram fibroblastos (células do tecido conjuntivo que fabricam colagénio), e células endoteliais (revestem o interior dos vasos sanguíneos).

Como o interstício é uma “estrada” com fluido em circulação, isso poderá explicar por que é que as células cancerosas, quando a invadem, se tornam tão propensas a espalharem-se. “Sabemos há décadas que a invasão do cancro nessas camadas é o momento em que há mais risco de ele se espalhar para fora do órgão, particularmente para os gânglios linfáticos”, diz Neil Theise, realçando que antes se pensava que este espaço tivesse uma parede densa de colagénio. “O espaço é preenchido por uma ‘estrada’ de fluido, muitas vezes sob pressão, que circula diretamente no sistema linfático e, desta forma, para os gânglios linfáticos. As metástases tumorais estão dependentes deste espaço e das suas características.”

Os cientistas prevêm que o novo órgão vá provocar um grande avanço na medicina principalmente no que toca a células cancerosas. O interstício poderá, realmente, ser revolucionário.



COMENTÁRIO


O interstício, apesar de ter sido descoberto tarde, revelou-se um órgão com muitas informações o que levanta muitas dúvidas aos cientistas. Nele, passa o fluido intersticial que é uma solução aquosa clara e transparente presente entre as células de organismos multicelulares e é composto por aminoácidos, açúcares, ácidos gordos, coenzimas, neurotransmissores, sais, produtos residuais das células e também por hormonas, que depois serão transformados em linfa essencial ao corpo humano.

Na minha opinião, a descoberta do órgão poderia ter sido efetuada mais cedo. No entanto, nunca ninguém imaginou que aquele espaço entre as células seria realmente um órgão.
Infelizmente, o Interstício pode ser uma das razões pelas quais o cancro se espalha pelo corpo humano, pois nesse espaço circula fluido por onde podem passar células tumoriais, mas as questões levantam-se quando nesse fluido em circulação também estão presentes células do sistema imunitário. Será este órgão bom ou mau?

Com a tecnologia sempre em evolução, os cientistas irão certamente descobrir uma maneira para que o interstício seja a descoberta para as células cancerosas não se espalharem para outras partes do corpo ou até a cura para o cancro.

TAG: Biologia, Investigação

Colmeias inteligentes ajudam a frear o desaparecimento de abelhas no mundo



NOTÍCIA


Rede internacional de colmeias conectadas são monitoradas e analisadas com tecnologia Oracle Cloud.
A Oracle e o The World Bee Project acabam de anunciar uma iniciativa inédita para facilitar a compreensão do desaparecimento de abelhas e a proteção da espécie.  O novo programa usa tecnologia em nuvem para compreender os hábitos das abelhas: espécie polinizadora mais importante do mundo para ecossistemas agrícolas. Chamado de “The World Bee Project Hive Network”, o projeto coleta dados a partir de uma rede de colmeias conectadas. Em seguida, os dados serão enviados para o sistema da Oracle Cloud e avaliados com ferramentas de analytics como inteligência artificial (IA) e visualização de dados para dar aos pesquisadores novas informações sobre a relação entre as abelhas e o meio ambiente.
Por meio do projeto, os pesquisadores poderão “escutar” as abelhas – analisar dados acústicos complexos captados dentro das colmeias inteligentes, incluindo os movimentos de suas asas e patas. Com o auxílio de outras medições de alta precisão – incluindo temperatura, humidade e produção de mel – os pesquisadores poderão monitorar os enxames de perto, detectar padrões e prever comportamentos. Assim, conservacionistas e apicultores poderão proteger as colônias e evitar, por exemplo, a enxameação na época errada ou protegê-las contra predadores como assustadora a vespa asiática. Os dados irão informar os apicultores sobre as diferentes condições das colônias ao longo do ano para ajudar no manejo das colmeias.
“Nossas vidas estão fortemente ligadas às abelhas”, explica Sabiha Rumani Malik, fundadora e presidente executiva do The World Bee Project CIC. “A proteção das abelhas e de outros polinizadores pode ajudar na solução de problemas relacionados à pobreza e ao abastecimento global de alimentos, bem como na redução da perda de biodiversidade e dos danos aos ecossistemas. A parceria com a Oracle Cloud representa um casamento inédito entre natureza e tecnologia. O projeto irá conscientizar cada vez mais pessoas sobre a importância da preservação dos polinizadores, além de permitir pesquisas avançadas e ações em uma escala que até então parecia impossível. Quanto mais aprendermos sobre as relações entre polinização, alimentos e bem-estar humano, maior será o nosso empenho na proteção das abelhas e de outros polinizadores. Assim, ajudaremos na proteção do planeta e de nós mesmos.”
Os dados e informações obtidos com o uso da Oracle Cloud serão disponibilizados para projetos de pesquisa e conservação voltados à proteção das abelhas no mundo todo. A iniciativa The World Bee Project Hive Network compartilha recursos e promove parcerias com o objetivo de aumentar seu impacto e criar ações mais abrangentes para a preservação das abelhas.
Para John Abel, diretor de projetos da Oracle Cloud, “a tecnologia está mudando as regras das iniciativas de preservação” “Com o uso de tecnologia de nuvem, o World Bee Project terá pela primeira vez acesso a informações verdadeiramente globais e atualizadas sobre a saúde das abelhas.  Assim, os pesquisadores terão as informações necessárias para trabalhar junto a governos e apicultores para frear o declínio do número de abelhas no mundo todo.”
O The World Bee Project CIC é parceiro da Faculdade de Agricultura, Políticas e Desenvolvimento da Universidade de Reading, na Inglaterra, uma das mais importantes faculdades de agricultura do mundo. No futuro, os parceiros esperam poder usar TI de ponta e outros conhecimentos para apoiar a intensificação ecológica.

Consultado a 04/11/2018 às 14h07:
http://envolverde.cartacapital.com.br/colmeias-inteligentes-ajudam-a-frear-o-desaparecimento-de-abelhas-no-mundo/
COMENTÁRIO

É evidente que a tecnologia está cada vez mais presente nos nossos dias: desde a área do lazer até à comunicação, educação, investigação e muitas outras áreas. Este "casamento entre a natureza e a tecnologia" é a prova que cada vez que começamos uma nova investigação estamos a atingir dados mais específicos e próximos dos factos reais.

A evolução da tecnologia até à inteligência artificial vai permitir um estudo mais minucioso de forma a descobrir eventuais problemas com as abelhas. A IA neste caso ajudará a combater a introdução da Vespa Asiática, uma espécie exótica que foi introduzida em Portugal e é prejudicial para a polinização uma vez que é predadora direta da vespa europeia (abelha) e provocará um desiquilibrio no ecossistema. Visto que a aniquilização das abelhas não afetaria apenas a polinização, isto é, outras espécies seriam prejudicadas, leva-nos a concluir que criar-se-ia um distúrbio de tal forma que chegaria até nós, humanos, pois os ecossistemas entre si estão associados (há espécies que pertencem a mais de um ecossistema) e chegaria até à nossa cadeia trófica (algumas espécies de plantas deixariam de se produzir e alguns animais poderiam entrar em vias de extinção).

Este controlo permitirá, ao fim das contas, manter a estabilidade das abelhas, dos ecossistemas envolventes e dos benefícios que o Homem faz proveito graças às abelhas.

TAG: Natureza, Biologia

Feito com por Álvaro Teles e Mónica Silva

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