‘Nobel Alternativo’ premeia direitos humanos, agricultura e agronomia




NOTÍCIA


Chama-se Right Livelihood e é conhecido como o ‘Nobel Alternativo’. Este ano distinguiu três ativistas dos direitos humanos, um agricultor e um engenheiro agrónomo que pretendem trabalhar “em prol da responsabilidade, da democracia e da regeneração de terra improdutiva”. Os três projetos premiados recebem 96 mil euros cada.
Os premiados são os ativistas sauditas dos direitos humanos e civis Abdullah al-Hamid, Mohammad Fahad al-Qahtani e Waleed Abu al-Khair, o agricultor burquinense Yacouba Sawadogo e o engenheiro agrónomo australiano Tony Rinaudo.
Os três ativistas sauditas agora premiados estão na prisão e foram distinguidos “pelos seus esforços visionários e corajosos, norteados pelos princípios universais dos direitos humanos, para reformar o sistema político totalitarista da Arábia Saudita”. Já Yacouba Sawadogo, o agricultor do Burkina Faso, mereceu o prémio “por transformar terra estéril e demonstrar como os agricultores podem regenerar o seu solo usando de forma inovadora os conhecimentos locais”. Por fim, o engenheiro agrónomo australiano Tony Rinaudo foi distinguido por “demonstrar, numa grande escala, como a terra seca pode tornar-se fértil a um custo mínimo, melhorando a qualidade de vida de milhões de pessoas”.
De acordo com o diretor-executivo da Right Livelihood Prize Foundation, Ole von Uexkull, “o trabalho pioneiro dos laureados (…) dá-nos uma enorme esperança e merece a maior atenção do mundo. Numa época de declínio ambiental alarmante e de fraca liderança política, eles mostram o caminho em direção a um futuro muito diferente”.
Consultado a 04/11/2018 às 14h25:


COMENTÁRIO


Este tipo de premiações traz o mérito a grandes visionários de cada época, que através do estudo e do trabalho intensivo no "terreno" conseguem elaborar hipóteses e lançar teses verdadeiramente importantes para os dias de hoje.

Por exemplo, o Prêmio Nobel da Medicina de 2018 vem abrir portas para a descoberta da cura do cancro, um dos grandes paradigmas deste século. Particularmente, este caso (do "Nobel Alternativo" em questão na notícia, será uma mais valia para a produção agrícola em territórios com solos arenosos, secos e com outras características que possam contribuir para a infertilidade.

O desgaste dos solos tem sido um fenómeno que se tem verificado acentuar nos últimos anos devido à agricultura intensiva e, por consequência, da utilização de pesticidas. A infertilidade dos solos em determinados territórios onde a nutrição é escassa (dada a falta de alimentos), esta alternativa será uma solução para este problemas. Mas não só, olhemos para o futuro: de aqui a 50 anos, através destas técnicas poderemos continuar a produzir alimentos e assegurar a sobrevivência da espécie humana, uma vez que é de prever que a maioria dos solos não serão favoráveis para a produção agro-alimentar.

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Feito com por Álvaro Teles e Mónica Silva

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