Novo Órgão do Corpo Humano

Interstício: Novo Órgão do corpo humano 



NOTÍCIA



Em pleno século XXI, uma equipa de cientistas dos Estados Unidos revela-nos que temos um órgão que nunca tinha sido considerado como tal: o Interstício.  Este órgão é formado por um espaço com fluido e está nos tecidos conjuntivos por baixo da superfície da pele, reveste o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário e rodeia as artérias, as veias ou a membrana entre os músculos – tudo numa única estrutura.  
Não só é o mais recente órgão descoberto no corpo humano como também um dos maiores considerado pelos cientistas que o descobriram.

A primeira observação foi feita nos canais biliares do fígado graças a uma técnica de endoscopia. "Uma camada intermédia do canal biliar, que se pensava que fosse um tecido conjuntivo densamente compactado e com uma parede de colagénio densa, era na verdade um espaço aberto, preenchido por fluido e sustentado por uma rede de fibras de colagénio", disse Neil Theise, da Escola de Medicina de Icahn do Hospital do Monte Sinai (em Nova Iorque), ao Público.

O espaço intersticial é a principal fonte de linfa e  o maior compartimento de fluído do organismo. Mas os autores dizem que é mais do que isso. é uma estrutura contínua que se encontra a revestir os órgãos que são sujeitos a ciclos de compressão e distensão, seja estes ciclos constantes, como nos pulmões e artéria aorta ou intermitentes, como no sistema digestivo depois de uma refeição, na bexiga durante a micção, na pele sob compressão mecânica ou na membrana entre os músculos quando estes estão ativos.




                          Fig.2- Interstício, legenda.                     







No passado, o interstício era definido como o “terceiro espaço” – depois do sistema cardiovascular e do linfático. “Era geralmente descrito como um mero ‘espaço entre as células’, embora ocasionalmente o conceito de que havia um grande espaço intersticial já tenha sido referido. Mas as suas características anatómicas e histológicas nunca tinham sido descritas”, conta Neil Theise.

O que os autores propõe é que se olhe para o tecido conjuntivo de uma forma diferente, que não seja apenas considerado como uma parede de colagénio densamente empacotado, mas como um órgão que tem espaços preenchidos com fluído e novas células. Estas células têm características que lembram fibroblastos (células do tecido conjuntivo que fabricam colagénio), e células endoteliais (revestem o interior dos vasos sanguíneos).

Como o interstício é uma “estrada” com fluido em circulação, isso poderá explicar por que é que as células cancerosas, quando a invadem, se tornam tão propensas a espalharem-se. “Sabemos há décadas que a invasão do cancro nessas camadas é o momento em que há mais risco de ele se espalhar para fora do órgão, particularmente para os gânglios linfáticos”, diz Neil Theise, realçando que antes se pensava que este espaço tivesse uma parede densa de colagénio. “O espaço é preenchido por uma ‘estrada’ de fluido, muitas vezes sob pressão, que circula diretamente no sistema linfático e, desta forma, para os gânglios linfáticos. As metástases tumorais estão dependentes deste espaço e das suas características.”

Os cientistas prevêm que o novo órgão vá provocar um grande avanço na medicina principalmente no que toca a células cancerosas. O interstício poderá, realmente, ser revolucionário.



COMENTÁRIO


O interstício, apesar de ter sido descoberto tarde, revelou-se um órgão com muitas informações o que levanta muitas dúvidas aos cientistas. Nele, passa o fluido intersticial que é uma solução aquosa clara e transparente presente entre as células de organismos multicelulares e é composto por aminoácidos, açúcares, ácidos gordos, coenzimas, neurotransmissores, sais, produtos residuais das células e também por hormonas, que depois serão transformados em linfa essencial ao corpo humano.

Na minha opinião, a descoberta do órgão poderia ter sido efetuada mais cedo. No entanto, nunca ninguém imaginou que aquele espaço entre as células seria realmente um órgão.
Infelizmente, o Interstício pode ser uma das razões pelas quais o cancro se espalha pelo corpo humano, pois nesse espaço circula fluido por onde podem passar células tumoriais, mas as questões levantam-se quando nesse fluido em circulação também estão presentes células do sistema imunitário. Será este órgão bom ou mau?

Com a tecnologia sempre em evolução, os cientistas irão certamente descobrir uma maneira para que o interstício seja a descoberta para as células cancerosas não se espalharem para outras partes do corpo ou até a cura para o cancro.

TAG: Biologia, Investigação

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Feito com por Álvaro Teles e Mónica Silva

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