Medicamento para o cancro usado em Portugal está a causar polémica em França


NOTÍCIA



Em França, famílias acusam as autoridades de saúde de não terem recomendado um teste que permite avaliar a sensibilidade dos pacientes à molécula usada nos tratamentos de quimioterapia. Em Portugal, registaram-se 300 reações adversas ao fármaco desde 1997, e o teste também não é obrigatório. 


Utilizadas há mais de 50 anos para o tratamento do cancro, as fluoropirimidinas estão no centro de uma polémica, em França, devido às reações adversas que causaram em doentes oncológicos com défice de uma enzima (a dihidropirimidina desidrogenase - DPD). Segundo o Le Monde, quatro familiares de doentes vítimas da toxicidade destas moléculas de quimioterapia apresentaram queixas em tribunal contra desconhecidos, por considerarem que as autoridades de saúde deviam ter recomendado um teste para avaliar a sensibilidade dos doentes ao tratamento. Por cá, foram notificadas 291 reações adversas a estas substâncias em 22 anos.

Para três das alegadas vítimas, aquele que deveria ser um tratamento para as curar do cancro, acabou por provocar-lhes a morte. Além dos três óbitos, um outro homem ficou com ferimentos graves na sequência da administração do fármaco. Agora, as famílias apresentam queixas por homicídio e ferimentos involuntários.Em causa, conta o Le Monde, estão duas fluoropirimidinas: 5-fluorouracil e de capecitabina. Segundo o advogado Vincent Julé-Parade, este é um assunto de "saúde pública", já que existirão centenas de casos de acidentes tóxicos associados a estas moléculas.
Anualmente, cerca de 90 mil pessoas são tratadas em França com 5-FU, um medicamento usado na quimioterapia ou em combinação com outros fármacos, com resultados bastante positivos no tratamento oncológico. No entanto, nos pacientes que têm défice total ou parcial da enzima DPD, os efeitos tóxicos desta molécula aumentam dez vezes, o que pode mesmo causar a morte. Por isso, quando esse problema existe, é necessário alterar a dosagem ou mudar a terapêutica.De acordo com o jornal francês, existem testes para avaliar o défice de DPD, mas, até há bem pouco tempo, apenas eram realizados em alguns hospitais do país. A 8 de fevereiro do ano passado, recorda, a Agência Nacional de Segurança do Medicamento lançou uma recomendação para que fossem realizados por rotina, e, em dezembro, o Instituto Nacional do Cancro e a Autoridade Nacional de Saúde reforçaram a necessidade de serem implementados testes de rastreio para prevenir a toxicidade com 5-FU.

E em Portugal?

Em Portugal, também não existe obrigatoriedade para fazer o teste (que custa cerca de 100 euros), mas os médicos são obrigados a alertar os doentes para um conjunto de sinais que podem conduzir à interrupção do tratamento. Para os doentes com défice de DPD, a dose de 5-FU calculada como ideal pode corresponder a uma sobredosagem.
Ao DN, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) diz que as fluoropirimidinas "já se encontram no mercado português desde 1997 e 2001, tendo nesse sentido um perfil de segurança muito estudado e consolidado". 5-fluorouracilo e capecitabina são "utilizadas em doentes oncológicos, em situações clínicas que são sempre potencialmente graves". Relativamente às Reações Adversas a Medicamentos (RAM) notificadas, o Infarmed releva que registam-se desde 1997, 142 casos para o fluorouracilo e 149 casos para a capecitabina desde 2001. Até à data, em Portugal, "não houve nenhuma morte relacionada com a ausência ou atividade diminuída da enzima dihidropirimidina desidrogenase - DPD".Madalena Pereira dos Santos, oncologista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, explica que "não está recomendada a realização por rotina de testes que avaliem o défice de DPD. A ESMO (Sociedade Europeia de Oncologia) também não preconiza a realização, de rotina, destas análises na prática clínica".Questionada sobre em que circunstâncias os testes são realizados, a especialista adianta que a sua utilização "deve ser ponderada em doentes que tenham tido toxicidade grave à terapêutica com fluoropirimidinas, antes de nova administração do fármaco".Já os efeitos secundários, podem ocorrer em qualquer doente, mesmo naqueles que não têm défice da enzima DPD. "É por isso essencial que os doentes tenham acompanhamento médico regular e medidas de suporte que permitam não só a identificação precoce de efeitos adversos, como também os procedimentos necessários à sua resolução", destaca Madalena Santos.
As principais toxicidades associadas às terapêuticas com fluoropirimidinas são, segundo a médica, náuseas, vómitos, diarreia e mucosite. "Pode ocorrer ainda toxicidade cardíaca (com angina e em casos mais raros enfarte agudo do miocárdico ou alterações no ECG [eletrocardiograma]), hematológica (anemia, neutropenia, trombocitopenia) e cutânea (síndrome palmo-plantar, hiperpigmentação, rash cutâneo, alopécia)", exemplifica. No entanto, quando os doentes têm défice de DPD, os referidos efeitos "podem surgir mais precocemente, ser mais graves e mais prolongados. Por este motivo, a experiência do oncologista é essencial na gestão de efeitos secundários".

Consultado 17/03 Às 16h30:
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/medicamento-para-o-cancro-usado-em-portugal-esta-a-causar-polemica-em-franca-10532438.html

COMENTÁRIO


Em causa está a medicação utilizada em doentes com cancro. Esta doença provocada pela rápida multiplicação de células malígnas desencadeia muitas vezes a morte e, infelizmente, está a atingir cada vez mais pessoas, estima-se que 2030 dezassete milhões de pessoas morram da doença. Deste modo, é importante apelar para um estilo de vida saudável, ou seja, uma alimentação adequada e exercício físico diário.
Os medicamentos dados aos doentes oncológicos desencadeou-lhes a morte. Assim, conclui-se que estes não foram devidamente testados. A negligência da indústria farmacêutica tem vindo a aumentar nos últimos anos, no entanto, esta também tem avanço a uma velocidade explosiva nos últimos anos, o que revela uma indeterminação ao que esperar desta. 
No entanto, quando não há outra alternativa, a única solução será testar medicamentos ainda não foram identificados como eficientes para o caso. Desse modo, se isso acontecer, as indústrias não deverão ser sujeitas a qualquer acusação.

Tag: Investigação

1º bebé após transplante de útero de dadora morta

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O nascimento do primeiro bebé após um transplante de útero de uma dadora morta é um avanço da medicina que vem dar esperança a muitas mulheres, mas que também relança o debate sobre os limites éticos da ciência.
"O mais importante neste caso é que se trata do primeiro parto na História a partir de uma dadora morta", realça Tommaso Falcone, Professor de Cirurgia e Diretor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Cleveland Clinic, nos EUA.
Veja o vídeo:

O 1º transplante de útero de uma dadora morta a resultar no nascimento de uma criança abre uma nova via no combate à infertilidade feminina, mas também reacende o debate sobre os limites éticos da ciência.O parto ocorreu em dezembro do ano passado, em São Paulo, no Brasil, mas só agora é que o feito foi divulgado ao público até porque as 10 tentativas precedentes de realizar este tipo de transplante de útero falharam.A questão ética está em debate desde que a técnica foi pela primeira vez executada com sucesso no início do milénio.Vários bebés já nasceram após o procedimento, mas o útero era de dadoras vivas, o que implica sempre um risco, como explica um perito nos Estados Unidos.
"Este procedimento já foi realizado na Suécia, na Índia e em Dallas e implica sempre um risco potencial para a dadora do útero. Agora o risco é menor, mas se uma mulher não quiser que exista qualquer risco seja para a mãe ou para uma irmã, então este procedimento dá-lhe uma nova opção", refere Falcone. O chefe da equipa que executou o transplante na Universidade de São Paulo prefere afastar-se das polémicas e pensar no futuro das mulheres que querem ter filhos e não podem por causa de problemas uterinos:
"Esperamos ter mais nados-vivos nos próximos anos e queremos expandir o nosso estudo a muitas mais pacientes", adiantou Dani Ejzenberg. A parturiente foi uma mulher de 32 anos que nasceu sem útero e que conseguiu engravidar logo no primeiro ciclo de fertilização in vitro após ter recebido o transplante. A dadora tinha 45 anos e três filhos quando um enfarte lhe roubou a vida.Os detalhes do procedimento estão publicados na prestigiada revista de medicina, Lancet.
COMENTÁRIO


Este artigo acende, mais uma vez, a oposição entre a ética e a ciência (engenharia genética). Se analisar-mos bem, vemos que apesar do risco, isto não é nada que seja prejudicial. 
Ainda mais, esta nova técnica possibilitará mães com problemas de fertilidade independentemente de qualquer que seja o fator (oncológico, hereditário, etc). Deste modo, várias mulheres que desejem ser mães e estejam a estar sujeitas a este procedimento, deveriam fazê-lo, pois neste caso, quem deve intervir e achar se é correto ou não são as mulheres envolvidas e não os defensores da ética.
O mundo poderá avançar imenso e a ciência fazer coisas inesperadas se abandonar-mos os receios da moral e tentarmos explorar novas alternativas aos nossos problemas. Assim, mulheres saudáveis que faleçam numa idade precoce (e que desejavam ser dadoras de órgãos), poderão contribuir para várias mulheres que desejem ter filhos.

Tag: Genética

Cientistas identificam proteína que coloca cromossomas de pai e mãe em pé de igualdade

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Cientistas portugueses identificaram, numa experiência com a mosca-da-fruta, uma proteína que promove a compatibilidade entre os cromossomas maternos e paternos após a fertilização, perspetivando uma nova abordagem no diagnóstico da infertilidade.
O estudo, hoje divulgado, foi realizado por uma equipa do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve e do Instituto Gulbenkian de Ciência liderada por Rui Gonçalo Martinho e Paulo Navarro-Costa.


A proteína em causa, a dMLL3/4, "permite que o óvulo [célula reprodutora feminina] fertilizado seja capaz de assegurar não só a correta divisão dos cromossomas maternos como também a descompactação da informação genética paterna", refere um comunicado conjunto das duas instituições.Paulo Navarro-Costa, investigador da Universidade do Algarve e do Instituto Gulbenkian de Ciência, assinala, citado no comunicado, que os resultados obtidos "podem abrir caminho a novas abordagens no diagnóstico da infertilidade de causa feminina, assim como para o aperfeiçoamento dos meios de cultura embrionária atualmente utilizados em reprodução medicamente assistida".

O cientista explica que a proteína dMLL3/4 "tem a capacidade de instruir o óvulo a desempenhar diferentes funções (...) promovendo a expressão de um conjunto de genes que serão, mais tarde, essenciais para eliminar as diferenças entre os cromossomas herdados da mãe e do pai".Já se sabia que mãe e pai transmitem de forma distinta a sua informação genética aos filhos. "Enquanto os cromossomas maternos contidos no óvulo estão bloqueados em pleno processo de divisão, os cromossomas paternos transportados pelo espermatozoide [célula reprodutora masculina] não só já completaram a sua divisão como também foram compactados para caberem no pequeno volume desta célula", esclarece o comunicado.

Contudo, a forma como o óvulo fertilizado pelo espermatozoide "é capaz de promover a igualdade entre os cromossomas [sequências de material genético] oriundos dos dois progenitores", e que é "essencial para o desenvolvimento do novo ser vivo", intrigava os cientistas.Os resultados da investigação, que usou a mosca-da-fruta como modelo, foram publicados na revista científica EMBO Reports.

COMENTÁRIO


Um progresso na genética é sempre um progresso no mundo. Melhorar as técnicas utilizadas na engenharia genética são cruciais para a manipulação genética. O avanço desta técnica, apesar de haver muitos opositores devido à ética, ajudará a contribuir para erradicação de determinadas doenças e para assegurar a sobrevivência de seres vivos face a alguns desequilíbrios, tal como, espécies em vias de extinção.

É importante conseguir manipular a Natureza para defender e manter a biodiversidade, um exemplo: se uma determinada espécie não consegue se reproduzir no meio em que está enquadrada e, simultaneamente, está em vias de extinção, a espécie não conseguirá sobreviver,deste modo, a criação de santuários, onde manipulem geneticamente as células sexuais de modo a fecundar in vitrio e, atendendo às caraterísticas descobertas, conseguiremos desenvolver espécies saudáveis e suficientemente capazes a sobreviver no meio em que estão enquadradas.

Por isso, é importante não descartar estes conhecimentos. Além do mais, este estudo poderá ajudar pais inférteis a conseguir gerar descendência.

Tag: Genética

E se os pólens escondidos pudessem tratar alergias?

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                                                         Fig. 1 - Tratamento da asma 

Investigadores esperam que os fatores que causam alergias (alergénios) uma vez escondidos dentro de nanopartículas possam servir de tratamento para tornar as pessoas menos sensíveis a estes fatores.
Uma equipa norte-americana de cientistas propõe a utilização de nanopartículas para tratar a asma. A ideia é esconder os fatores que provocam a alergia dentro nanopartículas para reduzir a sensibilidade dos doentes. O trabalho de investigação foi publicado na revista científica Proceedings of National Academy of Sciences.
As doenças alérgicas caracterizam-se por uma resposta inflamatória a fatores (alergénios) que não deveriam desencadear essa reação, como pólens, poeiras ou alimentos. Normalmente, o tratamento das alergias consiste no tratamento dos sintomas, como comichão, espirros, tosse ou pingo no nariz. Também pode ser feito um tratamento prolongado de exposição ao alergénio, numa concentração controlada, para induzir a tolerância do sistema imunitária.
A proposta da equipa de Stephen Miller, investigador na Faculdade Feinberg de Medicina na Northwestern University (Chicago), propõe agora uma solução com menos efeitos secundários e que requer um período de tratamento mais pequeno para atingir os resultados desejáveis: usar nanopartículas como veículos de transporte de alergénios para induzir a tolerância do sistema imunitário.

                                                    FIG. 2 - SINTOMAS DA ALERGIA 
A técnica foi inicialmente testada em doenças autoimunes, como esclerose múltipla ou doenças celíaca, mas agora foi aplicada às alergias e asma. A experiência atual foi conduzida com ratos de laboratório, manipulados para expressarem o mesmo tipo de alergia à ovalbumina que apresentam os humanos. A equipa testou algumas formulações nanopartículas-alergénio, com resultados diferentes: uma com reação anafilática (reação alérgica aguda), outra com maior segurança, mas menos eficácia, e outra ainda com uma formulação biodegradável mais eficaz.
A utilização de nanopartículas combinadas com alergénios apresenta-se como uma possibilidade para o tratamento de alergias e asma, mas tem de se mostrar segura e eficaz. Numa fase posterior, as formulações com o melhor desempenho podem ser testadas em humanos.
COMENTÁRIO


As doenças alérgicas são respostas inflamatórias a fatores alergénios que não deveriam de desencadear essa reação. Porém, as respostas inflamatórias traduzem-se por uma acumulação de substâncias químicas inflamatórias que ativam o sistema imunitário, atraindo ao local os atores da resposta. Este fenómeno designa-se por quimiotaxia e corresponde a uma migração direcional das células em resposta aos gradientes de determinados factores químicos.
Cerca de 30 a 60 minutos após o início da reação inflamatória, os neutrófilos e, mais tarde, os monócitos começam a deformar-se e a atravessar as paredes dos capilares, passando entre as células dessas paredes para os tecidos infetados. Este fenómeno designa-se por diapedese. Os monócitos transformam-se então em macrófagos, células com grande capacidade fagocítica.
Durante estas respostas inflamatórias, os sintomas da alergia podem se tornar graves e até provocar a morte, embora raramente.  
Contudo, se este estudo resultar será possível curar ou minimizar os sintomas a milhares de pessoas com doenças alérgicas. 

Bibliografia 

Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta no sul da Austrália


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Era pequeno - aproximadamente do tamanho de um canguru - e era herbívoro. Seria um bom corredor, porque teria "poderosas pernas traseiras" e pertence à família dos Ornitópodes. Galleonosaurus dorisae é o nome da recém descoberta espécie de dinossauro em Gippsland, uma região no sul da Austrália, apresentada num estudo publicado pelo Jornal of Paleontology, esta segunda-feira.
Foi através de cinco maxilares fossilizados encontrados entre rochas do período Cretáceo, com 125 milhões de anos, que os cientistas identificaram a nova espécie com o auxilio de técnicas de digitalização e de impressão de microtomografia 3D. Segundo o principal autor do estudo, Matthew Herne da Universidade de Nova Inglaterra, esta é a primeira vez que foi possível detetar a que período pertence um dinossauro australiano a partir do seu maxilar.
O nome Galleonosaurus dorisae vem da forma do maxilar superior, que fará lembrar o casco de um veleiro que tem o nome de Galeão.



Este é o quinto ornitópode descoberto no vale do Rift (uma floresta com cerca de 4000 km que no período Jurássico se estendia da Austrália à Antártida) e o segundo na região de Gippsland. O primeiro foi o Qantassaurus interpidus, em 1999. "Parece-nos que estes dois dinossauros de tamanhos semelhantes eram ambos herbívoros, ainda que se alimentassem de diferentes géneros de plantas, o que fazia com que fosse possível coexistirem", indicou o professor Matthew Herne, citado pela ABC.
A investigação concluiu ainda que existe uma ligação próxima entre os ornitópodes do sul da Austrália e os da Patagónia. "Cada vez mais consolidamos a ideia de intercâmbio entre dinossauros terrestres num supercontinente chamdo Gonduana que unia a Austrália, a América do Sul e a Antártica, durante o período Cretáceo", disse o responsável pelo estudo à CNN.

Consultado a 16/03 Às 18h00:
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/uma-nova-especie-de-dinossauro-foi-descoberta-no-sul-da-australia--10667272.html


COMENTÁRIO


A  descoberta de mais um dinossauro contribui para a encenação da era mesozóica, mais em concreto, ao último período: Cretáceo. Os dinossauros eram os animais dominantes no Planeta Terra à 65M.a e foram extintos iniciando uma nova era. De facto, a ciência deixa-nos imensos mistérios para os quais nós tentamos procurar respostas, ela diferencia-se por um pequeno aspeto: esta possui o método que nos permite concluir se as nossas explicações/hipóteses estão ou não próximas da realidade.
Encontrar uns ossos, vulgo rochosos, limpa-los e estuda-los para depois expor num museu. Ao início parece algo banal, mas não, faz parte da Paleontologia - ciência que estuda os fósseis - e eu diria que, hoje, é umas das ciências mais importantes que existe, tão importante que se ela fosse erradicada, a humanidade não conseguiria sobreviver, ora vejamos: todas as nossas atividades de hoje em dia giram, de alguma forma, em torno do consumo de combustíveis fósseis - petróleo, carvão mineral e gás natural. Sem um paleontólogo não conseguiríamos fazer a prospecção dos resíduos fósseis.
Apesar de os fósseis, não contribuirem para a produção de energia, eles ajudam a definir conhecimento, isto é, a corroborar ou criticar determinadas teorias científicas, tal como a teoria proposta por Darwin: A Seleção Natutal. A descoberta de fósseis ajudaram-nos a concluir que o Archaeopteryx na verdade era um dinossauro emplumado e que as aves eram, na verdade, um grupo muito diferente de dinossauros.
Concluindo, o estudo dos fósseis ajuda-nos a pensar em como as coisas ocorreram no passado e a aproximar as nossas teses do conhecimento verdadeiro.

Tag: Biologia

Vai um suplemento de memória para ajudar nos exames?

"Na época de exames precisa de mais vitaminas? Não!"


                                                          Fig.1- Estudar muitas horas por dia faz mal
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Se está convencido que para passa nos exames basta tomar umas ampolas para a memória, é melhor pensar duas vezes. Até aos cafés, as pastilhas elásticas ou as sardinhas podem dar melhor resultado.



“Na época de exames precisa de mais vitaminas? Não!”, afirma Nuno Borges sem dúvidas. “É incrivelmente improvável que seja necessário recorrer a suplementos durante a época de exames.” Se uma pessoa já tiver uma alimentação saudável, não vale a pena “tentar forçar” com suplementos de vitaminas.
O nutricionista prefere deixar outras recomendações, não só aos alunos, mas às futuras mães. “Se a mãe não se alimentar bem [durante a gravidez e amamentação] os filhos podem ter problemas a nível do desenvolvimento intelectual”. Nesse sentido, Nuno Borges aconselha as grávidas e lactantes a ingerir duas porções por semana de peixes gordos – salmão, sardinha ou cavala -, ricos em ómega 3 (um ácido gordo). “[O ómega 3] parece ajudar no desenvolvimento do sistema nervoso central e retina [do embrião].” Mas esta recomendação pode ser estendida a crianças e jovens, em especial na época de exames.
Outros alimentos com “gorduras interessantes”, segundo Nuno Borges, são os frutos secos. Têm vitamina E, outros micronutrientes e fibras. E dão uma sensação de saciedade, mesmo quando se ingere uma pequena quantidade. No entanto, o nutricionista lembra que as famílias não precisam de optar por soluções caras. Iogurte, leite, torrada ou uma peça de fruta, são algumas das possibilidades. O importante é ir comendo de vez em quando enquanto se estuda, adaptando sempre a quantidade de comida e de calorias ingeridas à atividade física. Que para os alunos que passam o dia a estudar é muito reduzida. Daí que Bernardo Barahona Côrrea aconselhe a prática de exercício físico aeróbio. Além disso, “melhora a oxigenação do cérebro, memória e atenção”, refere o médico.
Absolutamente proibidas estão as bolachas e batatas fritas. Além de estarem demasiado disponíveis – só se para de comer quando se vê o fundo do pacote -, têm excesso de gorduras saturadas, açúcar e sal. O nutricionista Nuno Borges lembra ainda que “quem consome muito fast-food apresenta menores desempenhos cognitivos”. “Muito açúcar, muita gordura, mas pouco nutrientes.”
                           Fig.2. Uma boa alimentação é a chave para um bom estudo.
Descartando as substâncias tóxicas, como o álcool, Nuno Borges sugere outras substâncias que podem aumentar, ainda que temporariamente, o rendimento intelectual. Mascar um pastilha ou beber um café. “A cafeína tem um efeito positivo sobre alguns aspetos intelectuais. De uma forma aguda dá a capacidade de fazer as coisas mais rapidamente.” Embora não o recomende antes da puberdade, não vê qualquer problema que um adolescente tome dois ou três cafés por dia durante a época de exames. Até recomenda um café antes do exame.
Como alternativa ao café, pode tomar-se chá preto ou chá verde, que também têm cafeína. Com efeitos mais moderados, aparecem as bebidas energéticas, o guaraná, o refrigerante cola ou o chocolate. Mas como em tudo, nada de excessos. E mais, não esquecer de beber água. “A desidratação perturba o discernimento cognitivo.”
Acima de tudo, o que Nuno Borges recomenda é que os alunos não encarem a época de exames como uma situação diferente. O médico Bernardo Barahona Côrrea lembra que os alunos precisam de dormir bem e o tempo suficiente. “O estudo deve ser feito ao longo do ano”, refere o neuro psiquiatra. Mas planear bem o estudo nesta época também ajuda. Um plano de estudo ideal deve contabilizar as pausas, que devem acontecer a cada duas horas, e os momentos de lazer. E deve ser realista. E não termina sem dizer que: “Não há coisas milagrosas que possam ser feitas nesta altura. Nem mesmo em termos farmacológicos.”
COMENTÁRIO


A biotecnologia utilizada na produção industrial baseia-se na capacidade de os microrganismos realizarem certas reações químicas que ultrapassam a capacidade de síntese química e que são economicamente favoráveis. O uso de microrganismos com este fim é designado por bioconversão ou biotransformação. Este processo biotecnológico inclui três fases: preparação do material, bioconversão e recuperação de produtos. 
O uso de microrganismos tem aplicações não só na produção de antibióticos como de outros produtos como por exemplo: esteróides, vitaminas, proteínas e ainda na área da biotecnologia. 
As vitaminas (nome dado a várias substâncias pertencentes ao reino animal ou vegetal que, atuando em pequeníssimas quantidades, põem em movimento as reações químico-biológicas dos organismos animais) são produzidas industrialmente por fermentação direta, utilizando culturas de certas espécies de bactérias ou de fungos. Para estimular uma produção com maior rendimento possível: 
  • Provocar mutações e selecionar os mutantes mais produtivos;
  • Fornecer aos microrganismos os nutrientes necessários (sacarose, proteínas, cobalto); 
  • Evitar a contaminação por outros microrganismos; 
No entanto, atualmente, algumas das vitaminas e suplementos existentes no mercado não foram sujeitas a qualquer tipo de controlo sendo que algumas delas podem conter apenas suplementos alimentares pelo que são considerados ineficazes, ou seja, não provocam qualquer tipo de mudança positiva ou negativa no organismo. Por tudo isto, defende-se que as vitaminas sejam sempre receitadas pelo médico quando estritamente necessárias e nunca compradas sem receita médica visto que muitas delas só servem para aumentar o poder económico das grandes indústrias. Contudo, a prática de exercício físico e a alimentação saudável é a chave para uma melhor qualidade de vida.
Bibliografia

Madeira. Como é partilhar a ilha com o mosquito do Zika

                                                         Fig. 1 - Mosquito Aedes aegypti
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O mosquito responsável pela transmissão do vírus zika existe na Madeira pelo menos desde 2005. Em 2012, foi responsável por um surto de dengue na região. Como é conviver com ele?

Na Madeira, a população vê-se obrigada a conviver com um mosquito. Mas não é um mosquito qualquer. Trata-se do Aedes aegypti, um dos principais vetores de transmissão de vírus como o chikungunya, o dengue e o zika. Este inseto preto com riscas brancas existe na ilha pelo menos desde 2005, chegou ao arquipélago provavelmente em contentores vindos da Venezuela ou do Brasil. Recentemente, a confirmação de casos de zika em 23 países — com cerca de três a quatro milhões de pessoas infetadas — pôs o nome do mosquito nas capas dos jornais. E embora não haja casos de transmissão confirmados na Madeira, a prevenção e o controlo do mosquito são feitos há já vários anos.

Ao Observador, Ana Clara Silva, vice-presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais da Madeira, explica que “o zika é mais uma variável que se vem juntar à nossa preocupação de prevenção e controlo de doenças de transmissão vetorial”. Desde 2005 que a Madeira tem “um plano de prevenção e controlo do vetor”, mas a preocupação com o zika — reconhecida na região “desde 2014” — veio introduzir a “necessidade de estarmos preparados para a sua deteção precoce”, explica a vice-presidente.
Haverá consciência da parte dos madeirenses para a possibilidade de um surto? “Nós temos vários estudos já feitos no terreno que avaliam essa consciência. E sabemos é que as comunidades são capazes de se agregarem mais em torno da doença do que em torno da prevenção”, refere Ana Clara Silva. Porém, a Madeira experienciou um surto de um outro vírus — o dengue — no final de 2012, com mais de 2.000 casos confirmados. A especialista considera que, por isso, a comunidade madeirense “tem um nível de alerta ligeiramente distinto”, ou pelo menos estão mais alerta para “os riscos relacionados com a possibilidade de introdução do vírus zika, ou da reintrodução” do dengue.


                                                    Fig. 2 - Mosquito Aedes aegypti fêmea
Por agora parece não haver motivos para alarme. Ainda que, até à segunda semana de fevereiro, o arquipélago tenha registado uma atividade do mosquito “relativamente alta para a época”, essa atividade foi “bastante baixa quando comparada com a nossa pior semana”. Foi entre 12 a 18 de outubro, na qual se registou “uma maior atividade de oviposição nas nossas armadilhas e captura de adultos na rede de armadilhas que dispomos, dispersa por todo o território”, Porto Santo incluído. Mas “relativamente a essa semana, tivemos uma quebra de 96%”, conta. “É natural que [atualmente] estejamos na atividade nula. Isto é, a atividade é tão pequena que nas redes não se registam nem ovos nem presença de [mosquitos] adultos. A nossa tradição diz que no mês de fevereiro e março, a atividade na rede é praticamente zero”, indica Ana Clara Silva.
A monitorização da atividade do mosquito assenta de forma contínua nessa rede de armadilhas espalhadas pelo território. Trata-se, no fundo, de simular um criadouro com um balde com água, no qual é colocada uma régua com uma fita encarnada de textura áspera. Na zona de contacto entre a fita e a água são criadas condições para as fêmeas do mosquito depositarem os ovos. A equipa de Ana Clara Silva recolhe periodicamente essas fitas e verifica posteriormente, num laboratório integrado no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, se foi feita a oviposição.
COMENTÁRIO




Contactamos diariamente com milhões de microrganismos. A maior parte deles são inofensivos e muitos até representam uma defesa contra aqueles que são patogénicos, outros podem provocar graves doenças.
No nosso quotidiano lidamos com factos e notícias que nos despertam para os problemas causados na Humanidade pelas doenças infeciosas. 
As doenças infeciosas são todas as doenças causadas por agentes patogénicos como por exemplo vírus ou bactérias. 
Existem vários problemas causados por doenças infeciosas, tais como a tuberculose, as gripes, as pneumonias, a febre da carraça, etc. 
No caso da Ilha Madeira, para além de todas estas doenças, temos a Dengue que é causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O mosquito surgiu na ilha à quase 11 anos causando febres, dores no corpo, manchas na pele e hemorragias. Alguns casos são fatais, ou seja, se não forem tratados a tempo podem causar a morte.
Com isto, os microrganismos causadores de doenças propagam-se, em geral, através da água, do ar, dos alimentos, por contacto, por espirros, tosse, expectoração, por animais picadores ou através de ralações sexuais. Os vírus e as bactérias são, sem dúvida, os agentes que provocam um maior número de doenças infeciosas. Estes microrganismos diferem entre si não só quanto à estrutura como também quanto ao modo como atuam e se reproduzem.  

Ferido de Pedrogão Grande internado em Espanha por ter melhores condições de enxertos de pele

                                                  Fig.1 - Incêndio de Pedrogão Grande 
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Carlos Guerreiro é um dos feridos mais graves do incêndio de junho e estava até agora internado em Espanha, sem poder dar o seu apelido ao filho que nasceu entretanto. Chegou a Coimbra esta semana.
“Agora pego no carro e vou a Coimbra ver o Carlos todos os dias. Vai-se a ver e até gasto menos dinheiro do que andava a gastar a ir a Espanha uma vez por mês.” Patrícia Santos está determinada em acompanhar Carlos, o companheiro, em cada momento do processo de recuperação. Oito meses depois, um dos feridos mais graves do incêndio de Pedrógão Grande está de regresso a Portugal, internado no Hospital de Coimbra, onde chegou esta terça-feira. A companheira Patrícia, de 29 anos, está “animada”, como não se sentia há muitos meses.
Carlos Guerreiro, de 43 anos, ficou com 85% do corpo queimado ao fugir do fogo na estrada entre Mosteiro e Troviscais, onde estava a apanhar lenha com o cunhado quando o fogo lhes chegou. “A última vez que tentei entrar em contacto com ele, estava a ver da janela as chamas perto do IC8. Foi aí que percebi que algo estava errado”
O estado de saúde de Carlos era tão delicado que foi transferido para o Hospital La Fé, em Valência (Espanha), onde a tecnologia para os enxertos de pele é mais avançada e lhe garantia maiores hipóteses de sobrevivência. Oito meses depois, a sobrevivência está, para já, assegurada — falta saber como será o resto da recuperação. Em Coimbra, conta Patrícia, Carlos está a ser reavaliado pela equipa médica portuguesa. “Amanhã já deverei saber mais coisas”, conta a companheira, ainda sem conseguir acreditar que o dia que mais desejava — que Carlos regressasse para ao pé de si e da família — chegou.
Patrícia contou com o apoio do Hospital de Coimbra para poder visitar Carlos em Valência uma vez por mês, desde finais de agosto. La Fé fica a mais de 800 quilómetros de distância de Pedrógão Grandee Patrícia está atualmente desempregada, razões pelas quais não tinha meios para conseguir visitar o companheiro sem essa ajuda. O Hospital tem-lhe garantido apoio psicológico ao longo de todo este processo.
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COMENTÁRIO




O sistema imunitário mediado por células é o responsável pela rejeição que se verifica quando se efetuam enxertos de tecidos ou se fazem transplantes de órgãos em que existem diferenças bioquímicas importantes entre o dador e o recetor. 
Em diferentes situações clínicas é necessário recorrer a transplantes de órgãos ou de tecidos como é o caso de Carlos que precisou de um transplante de tecidos de um dador. 
Para minimizar as reações de rejeição no organismo humano, procuram-se tecidos ou órgãos que sejam, tanto quanto possível, compatíveis com as características bioquímicas do recetor. 
Quando ocorrem queimaduras graves de pele, neste caso, como as do Carlos, recorrem-se a enxertos nas zonas queimadas. 
Para evitar a rejeição de enxertos de um dador, aplicam-se também ao recetor várias drogas que suprimem a resposta imunitária, mas estas drogas comprometem também a capacidade do sistema imunitário em relação a outras infeções. 


Bibliografia





Tag: Ocorrências

Halterofilista Taiwanesa suspensa por oito anos por doping

NOTÍCIA



Tzu-Chi Lin foi suspensa por dois anos pelo Comité Olímpico do Taiwan, após ter acusado o consumo de esterÓides num controlo anti-doping realizado em junho de 2016. A atleta já tinha sido suspensa.

A halterofilista taiwanesa Tzu-Chi Lin foi suspensa por oito anos devido a uma segunda violação do código mundial de anti dopagem, confirmou esta quinta-feira o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).
Tzu-Chi Lin foi suspensa por dois anos pelo Comité Olímpico do Taiwan, após ter acusado o consumo de esteróides num controlo anti doping realizado em junho de 2016, já depois de uma primeira suspensão por doping, em 2010, por dois anos.
A Agência Mundial de anti dopagem (AMA) recorreu da decisão do organismo olímpico de Taiwan em junho de 2018, por entender que, tratando-se da segunda infração, o castigo deveria ser de oito anos, o que foi agora confirmado pelo TAS.
Tzu-Chi Lin, de 30 anos, já deteve o recorde mundial na categoria de -63 kg, em 2014, e todos os resultados obtidos pela atleta desde 24 de junho de 2016 serão anulados, o que implica a perda de pontos, medalhas e prémios.
NOTÍCIA




Os esteróides são biomoléculas muito importantes com diferentes funções. Muito são hormonas animais que regulam vários processos metabólicos. Alguns são usados como medicamentos para reduzir processos inflamatórios, controlar alergias, artrites, etc. As hormonas sexuais femininas, estrogénios e progesterona, são largamente aplicadas no controlo da natalidade.
Os esteróides podem ser sintetizados por processos químicos, mas recorre-se muitas vezes a microrganismos, pelo menos em algumas etapas do processo. A bioconversão permite a produção destas substâncias em boas condições comerciais. 
No caso da halterofilista taiwanesa, o uso de esteróides no desporto não é permitido sendo considerado doping (substância ilegal ministrada a um atleta ou competidor para alterar o seu desempenho ou condição física). 

Feito com por Álvaro Teles e Mónica Silva

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