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Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta no sul da Austrália


NOTÍCIA



Era pequeno - aproximadamente do tamanho de um canguru - e era herbívoro. Seria um bom corredor, porque teria "poderosas pernas traseiras" e pertence à família dos Ornitópodes. Galleonosaurus dorisae é o nome da recém descoberta espécie de dinossauro em Gippsland, uma região no sul da Austrália, apresentada num estudo publicado pelo Jornal of Paleontology, esta segunda-feira.
Foi através de cinco maxilares fossilizados encontrados entre rochas do período Cretáceo, com 125 milhões de anos, que os cientistas identificaram a nova espécie com o auxilio de técnicas de digitalização e de impressão de microtomografia 3D. Segundo o principal autor do estudo, Matthew Herne da Universidade de Nova Inglaterra, esta é a primeira vez que foi possível detetar a que período pertence um dinossauro australiano a partir do seu maxilar.
O nome Galleonosaurus dorisae vem da forma do maxilar superior, que fará lembrar o casco de um veleiro que tem o nome de Galeão.



Este é o quinto ornitópode descoberto no vale do Rift (uma floresta com cerca de 4000 km que no período Jurássico se estendia da Austrália à Antártida) e o segundo na região de Gippsland. O primeiro foi o Qantassaurus interpidus, em 1999. "Parece-nos que estes dois dinossauros de tamanhos semelhantes eram ambos herbívoros, ainda que se alimentassem de diferentes géneros de plantas, o que fazia com que fosse possível coexistirem", indicou o professor Matthew Herne, citado pela ABC.
A investigação concluiu ainda que existe uma ligação próxima entre os ornitópodes do sul da Austrália e os da Patagónia. "Cada vez mais consolidamos a ideia de intercâmbio entre dinossauros terrestres num supercontinente chamdo Gonduana que unia a Austrália, a América do Sul e a Antártica, durante o período Cretáceo", disse o responsável pelo estudo à CNN.

Consultado a 16/03 Às 18h00:
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/uma-nova-especie-de-dinossauro-foi-descoberta-no-sul-da-australia--10667272.html


COMENTÁRIO


A  descoberta de mais um dinossauro contribui para a encenação da era mesozóica, mais em concreto, ao último período: Cretáceo. Os dinossauros eram os animais dominantes no Planeta Terra à 65M.a e foram extintos iniciando uma nova era. De facto, a ciência deixa-nos imensos mistérios para os quais nós tentamos procurar respostas, ela diferencia-se por um pequeno aspeto: esta possui o método que nos permite concluir se as nossas explicações/hipóteses estão ou não próximas da realidade.
Encontrar uns ossos, vulgo rochosos, limpa-los e estuda-los para depois expor num museu. Ao início parece algo banal, mas não, faz parte da Paleontologia - ciência que estuda os fósseis - e eu diria que, hoje, é umas das ciências mais importantes que existe, tão importante que se ela fosse erradicada, a humanidade não conseguiria sobreviver, ora vejamos: todas as nossas atividades de hoje em dia giram, de alguma forma, em torno do consumo de combustíveis fósseis - petróleo, carvão mineral e gás natural. Sem um paleontólogo não conseguiríamos fazer a prospecção dos resíduos fósseis.
Apesar de os fósseis, não contribuirem para a produção de energia, eles ajudam a definir conhecimento, isto é, a corroborar ou criticar determinadas teorias científicas, tal como a teoria proposta por Darwin: A Seleção Natutal. A descoberta de fósseis ajudaram-nos a concluir que o Archaeopteryx na verdade era um dinossauro emplumado e que as aves eram, na verdade, um grupo muito diferente de dinossauros.
Concluindo, o estudo dos fósseis ajuda-nos a pensar em como as coisas ocorreram no passado e a aproximar as nossas teses do conhecimento verdadeiro.

Tag: Biologia

Homens das estepes e novos mistérios. A Península Ibérica à luz da genética

NOTÍCIA




A maior amostra genética de sempre da Península Ibérica, que abrange os últimos oito milénios, revela movimentos populacionais e dá uma nova perspetiva à história desta zona da Europa, abrindo portas
 a outras visões.
Foi numa questão de 500 anos, mas nesse período relativamente curto, há cerca de quatro mil anos, entre 2500 e 2000 a.C., as linhagens masculinas que existiam na Península Ibérica sofreram uma mudança radical e foram totalmente substituídas pela linhagem dos povos das estepes da Europa Central, região onde hoje é a Ucrânia. Este é um dos resultados mais marcantes de um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, que usou a maior amostra genética de sempre das populações da Península Ibérica e que, atravessando milénios, desde há oito mil anos até 1600 d.C (há apenas 400 anos), traça a sua história genética, identificando os movimentos populacionais que foram chegando até cá e que influenciaram a história da península.
O grupo que realizou o estudo conta com vários investigadores portugueses das universidades do Minho, Coimbra e Lisboa.
Um estudo anterior, do investigador português Rui Martiniano (que não participa neste trabalho), do Instituto Sanger, no Reino Unido, já tinha revelado esta mesma particularidade em relação a Portugal, da substituição completa, há cerca de quatro mil anos, das linhagens masculinas aqui existentes pela dos homens das estepes, como o próprio investigador explicou ao DN. Na altura fez o seu estudo a partir de 14 amostras. O estudo agora publicado utiliza muitas mais (403), de diferentes zonas de Portugal e Espanha, e confirma que o mesmo aconteceu na generalidade da Península Ibérica.
Ao todo, a equipa, que conta com dezenas de investigadores de vários países, incluindo de Portugal, e que é coordenada por David Reich, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos - um dos líderes mundiais dos estudos de genética populacional e do passado -, analisou os genomas de 403 indivíduos que viveram na Península Ibérica ao longo dos últimos oito mil anos. E depois fez comparações com dados genéticos de outras 975 amostras do passado, mas exteriores à Península Ibérica, e 2900 da população atual.
Entre as amostras do passado há algumas dezenas de Portugal, das regiões da Estremadura, do Alentejo e do Algarve.

Olhar de novo para o passado

A mudança genética ocorrida na Península Ibérica há quatro milénios é total no que diz respeito aos homens e chega aos 40% quando considerada a totalidade da população. "É um dos caso mais evidentes em ADN antigo de uma diferença tão grande entre os dois sexos no período pré-histórico", diz Iñigo Olalde, o principal autor do estudo, que integra a equipa de David Reich em Harvard, nos Estados Unidos.
Como explicar estes dados? Não há uma resposta taxativa para a questão e a única certeza, como sublinham os próprios investigadores no seu artigo, é a de que a genética, só por si, não pode contar a história toda, pelo que os arqueólogos e antropólogos terão de reinterpretar os seus achados à luz da nova informação e voltar ao terreno, em busca de novos dados.
Na prática, podem ter sucedido muitas coisas, como já sublinhava Rui Martiniano a propósito dos seus próprios dados. "A substituição completa das linhagens anteriores no cromossoma Y indica que esses homens do Leste tiveram mais sucesso reprodutivo do que os homens do Neolítico que já cá estavam", disse o investigador, sublinhando que "é difícil" ir além desta interpretação.
A superioridade tecnológica dos povos das estepes pode ter-lhes dado vantagem, que por sua vez se traduziu no seu sucesso reprodutivo. Ou as mulheres preferiram os recém-chegados, num contexto social mais estratificado - não se sabe. Uma coisa é certa, "nada nos registos arqueológicos disponíveis indicia qualquer episódio de violência naquele período na península", como sublinha Carles Lalueza-Fox, da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, e um dos coordenadores do trabalho. "A arqueologia e a antropologia têm de tentar perceber o que conduziu a estes padrões genéticos", diz Lalueza-Fox. O arqueólogo português António Valera, da ERA - Arqueologia Oeiras, e um dos coautores do estudo, concorda e já está, precisamente, a fazer isso na zona de Perdigões, no Alentejo, de onde são aliás algumas das amostras que foram usadas neste trabalho para a Península Ibérica. A arqueologia mostra que há cerca de quatro mil anos, naquele mesmo período em que se concretizou a mudança genética agora posta em evidência, "houve alterações importantes na península, mais no sudoeste, que abrange a região do Algarve, do que no sudeste, com um colapso das sociedades do Neolítico, que tinham florescido até aí, durante o anterior milénio e meio", conta António Valera. E sublinha: "Vários trabalhos estão já a mostrar que existe uma relação entre esse colapso e uma grande alteração do clima que ocorreu na altura, com aquecimento da temperatura, na península".
Essa mudança climática pode ter contribuído para um desequilíbrio no interior dessas sociedades de então, levando ao seu colapso, na mesma altura em que os povos oriundos das estepes já tinham também chegado. "Estes dados genéticos obrigam-nos a olhar de novo para os dados arqueológicos", conclui António Valera.

Consultado 15/03 às 19h00:
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/homens-das-estepes-e-novos-misterios-a-peninsula-iberica-a-luz-da-genetica-10680408.html
COMENTÁRIO

Encontrar vestígios da evolução da espécie humana ajuda a perceber o que ocorreu no passado com melhor precisão. Este conhecimento, provavelmente, ajudar-nos-á a perceber o porquê destes fenómenos ocorrerem assim e a prever o que poderá acontecer daqui a alguns anos. 
Isto diz algo em concreto a nós, Homens, uma vez que se trata dos nossos antepassados e das primeiras espécies a utilizar a razão em vez do instinto, tentar perceber a que se deveu esta evolução que foi um marco histórico no mundo da biologia. 
Todavia, esta investigação não se trata apenas de perceber os fenómenos históricos e biológicos que ali ocorreram, mas também os fenómenos geológicos daquela zona, uma vez que os vestígios foram bem conservados. Ou seja, há toda uma investigação em volta disto que nos ajudará a perceber o que aconteceu no passado em várias áreas distintas.

Ao meio-dia lunar há moléculas de água a voarem em torno da Lua

A água na Lua não está apenas escondida na profundezas escuras das crateras. Há moléculas de água agarradas às poeiras que se soltam com o sol do meio-dia.

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NOTÍCIA
Em agosto de 2018, a NASA deixou claro que existe água na Lua — água congelada na profundidade de crateras escuras. Agora, a agência espacial norte-americana pretende mostrar como é que ela se move: mais ou menos, saltando de poeira em poeira. Mas só do lado visível da Lua. A superfície lunar é feita de poeiras e materiais soltos (o chamado regolito) sobre rocha sólida e as moléculas de águas agarram-se a estas partículas com a força que têm. Pelo menos até ao meio-dia lunar. Chegada a esta hora, o calor (que é como quem diz: a energia) é tal que as moléculas de água se soltam das partículas e andam um pouco à deriva até as temperaturas descerem o suficiente para se voltarem a ligar à superfície.
Este é um resultado importante sobre a água lunar, um tema quente visto que o programa espacial nacional se volta a focar na exploração lunar”, disse Kurt Retherford, investigator responsável por um dos instrumentos do robô lunar da NASA — Lunar Reconnaissance Orbiter, citado pelo SciTechDaily.
Este instrumento — LAMP, Lyman Alpha Mapping Project — avaliou a hidratação lunar ao longo do dia com base na forma como as moléculas aderem temporariamente às partículas à superfície do solo lunar.
Os resultados foram publicados na revista científica Geophysical Research Letters e vêm contrariar a ideia anterior de que a água na Lua tinha origem nos ventos solares. Não, os ventos solares não arrastam as moléculas de água, mas hidrogénio, e essa poderia ser a origem dos dois átomos de hidrogénio que compõem as moléculas de água (H2O). Se assim fosse, sempre que a Terra se coloca à frente do Sol, a Lua ficaria protegida dos ventos solares e a quantidade de água à superfície diminuiria, mas isso não acontece. Logo, os ventos solares não explicam a formação de água no nosso satélite natural. Estes novos resultados são importantes para perceber o ciclo da água no satélite terrestre, a história da Lua e podem até vir a ser úteis para futuras missões espaciais. “A água lunar pode vir a ser usada como combustível, como escudo contra a radiação ou para fazer a regulação térmica”, disse Amanda Hendrix, investigadora no Instituto de Ciências Planetárias e primeira autora do artigo científico. “Se estes materiais não tiverem de ser enviados da Terra, vai tornar as missões futuras mais acessíveis.”
COMENTÁRIO


A descoberta de água noutros corpos celestes, apesar de estar relacionada com o campo da Geologia,  é sempre uma mais valia para a biodiversidade: imaginemos a propagação da vida além da Terra. Se novas espécies se desenvolvessem sobre as condições lá dadas e se adaptassem ao meio, seria um marco histórico para a Biologia. Mas não só, como é previsto, em poucos anos a água tornar-se-á num recurso natural escasso e caro, com o avanço da tecnologia podemos extrair água da lua a baixo custo (a tecnologia cada vez está mais avançada e arranjaria alternativas para contornar o obstáculo do elevado custo de produção de materiais utilizados em missões espaciais, talvez com materiais mais elementares, mas eficazes: capazes de cumprir a missão cujo fim seria coletar água). Todavia, há alguns anos, descobrira-se que havia água no estado sólido noutro corpo celeste muito próximo da Terra, Marte: o planeta vermelho. Quando a vida estiver impossibilitada no planeta azul, podemos talvez imaginar uma evasão da espécie humana para outros corpos celestes no espaço sideral. A Tecnologia está a avançar a passos largos e é importante que tenhamos a cabeça aberta a novas realidades capazes de revolucionar o modo de vida.

Cerca de 80% das árvores plantadas nos pinhais do litoral morreram.

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NOTÍCIA

Segundo o presidente do ICNF, "de 2018 para 2019 tivemos grandes taxas de mortalidade", uma vez que foi um ano seco e, por isso, há que fazer substituições de "cerca de 70 a 80% das áreas" plantadas.


Entre 70 a 80% das árvores plantadas para reflorestar as áreas ardidas nas matas nacionais do litoral morreram, anunciou esta sexta-feira o presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Na Mata Nacional de Leiria, onde foi apresentado o Plano de Investimentos Matas Públicas do Centro e Litoral, que será aplicado até 2022, Rogério Rodrigues revelou a necessidade “de fazer retanchas [substituições] em cerca de 70 a 80% das áreas”:“De 2018 para 2019 tivemos grandes taxas de mortalidade“, disse, apontando “um ano muito seco” e “picos de 45 a 47 graus centígrados no verão” como fatores que aumentaram a dificuldade de “pequenas plantas viverem”. Essas áreas terão de ser replantadas“, anunciou Rogério Rodrigues, lembrando que, em terrenos como o da Mata Nacional de Leiria, o normal são mortalidades de 20 a 30%.O presidente do ICNF espera que “o tempo ajude” a fazer vingar o investimento de 18 milhões de euros anunciado esta sexta-feira para as matas do litoral centro.
Se tivermos outonos muito chuvosos e primaveras não muito secas, mas chuvosas, toda a planificação terá um grau de sucesso ainda maior e, na que já tiver ocorrido, teremos menos mortalidade”, acrescentou.
Num dos talhões ardidos em 2017, durante “os dois grandes incêndios que acabaram por consumir 24 mil hectares em 12 horas”, Rogério Rodrigues descreveu os detalhes do Plano de Investimentos Matas Públicas do Centro e Litoral, que intervirá também nas áreas afetadas pela passagem do furacão Leslie, em 2018.A estruturação das áreas verdes que sobreviveram, retirada das árvores partidas e derrubada pelo Leslie, recuperação de zonas ardidas e beneficiação da rede viária são intervenções contempladas no plano, que conta com um orçamento de 18 milhões de euros suportado pela venda da madeira.
O presidente do ICNF garantiu ainda capacidade de resposta dos viveiros nacionais para “fornecer plantas para mais de uma década”.“Finalmente conseguimos ir melhorando o ritmo de produção dos viveiros de Amarante, da Malcata e também no sul do país. Os nossos viveiros estão preparados para a plantação de 2019, 2020, e, a partir daí, para que todo o trabalho de arborização esteja concluído”, explicou.Concretamente na Mata Nacional de Leiria, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento prometeu que a mancha verde continuará a “ser um pinhal”. “Quem pensou, pensou bem: vamos continuar a ter pinhal bravo”, afirmou Miguel Freitas, avançando que, “por proposta da Comissão Científica”, serão testadas outras árvores de crescimento lento “em zonas essencialmente de proteção”.O pinhal, que está no concelho da Marinha Grande, receberá “cordões de pinheiro manso” nas “grandes autoestradas de defesa da floresta contra incêndios” que serão criadas.

Governo 18 milhões de euros em matas nos próximos quatro anos

Na mesma entrevista, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural anunciou também que os investimentos em curso nas matas do litoral centro são “para um século”, existindo 18 milhões de euros cativos para os próximos quatro anos de trabalho.No talhão E da Mata Nacional de Leiria, um dos que arderam nos dois grandes incêndios florestais de 2017, Miguel Freitas apresentou o Plano de Investimentos Matas Públicas do Centro e Litoral, junto de uma enorme pilha de árvores cortadas. “É um programa para os próximos quatro anos. Pela primeira vez há um programa plurianual de investimento para as matas públicas”, sublinhou, afirmando que, “pela primeira vez”, há “condições para fazer algo diferente nas matas públicas do litoral”.
Temos um plano e estamos determinados em cumpri-lo. Estamos a construir uma solução para 100 anos, não estamos a construir uma solução nem para quatro, nem para 10, nem para 20 anos, depois da catástrofe que destruiu dois terços deste pinhal”, indicou.
Este investimento envolve os 18 milhões de euros resultantes da venda da madeira das matas públicas, “dinheiro que está cativo através de uma resolução do Conselho de Ministros para ser investido nas matas públicas”. Até esta sexta-feira, foram retirados das matas públicas do litoral centro 2.500 hectares de madeira, avançou o secretário de Estado, acrescentando que “foram precisas 15 mil cargas, isto é, 15 mil camiões” para, no último ano e meio, retirar essas árvores afetadas pelos incêndios. Para colocar no mercado toda a matéria prima serão necessárias 42 mil cargas, sublinhou.
Segundo Miguel Freitas, o trabalho é “hercúleo e notável”, obrigando a que decorra “a um ritmo dez vezes superior do que seria um ano normal”. O plano de reflorestação segue o guião proposto ao Governo pela comissão científica criada para as matas públicas e permitiu, até ao momento, “mais de mil hectares florestados, nesta mata”, o que correspondentes a “mais de um milhar de plantas no terreno”.“Vamos voltar a ter um pinhal em Leiria, na Marinha Grande e em todo o cordão dunar deste território, nas nossas matas públicas”, prometeu Miguel Freitas, pedindo “paciência” às populações.
COMENTÁRIO


A dissecação de árvores é um problema que preocupa cada vez mais os ambientalistas, assim como, dos cidadãos comum que também compartilham empatia pelo ambiente. De facto, as árvores são fundamentais e asseguram a sobrevivência dos seres vivos na Natureza, uma vez que produzem a fotossíntese. Este processo é o responsável pela produção de Oxigénio (substância essencial à vida aeróbia que circula no corpo dos seres vivos). É necessário pensar nas consequências que estes atos podem trazer até nós, humanos... pois apesar de o papel (produzido através das árvores) estar a entrar em decadência (está sendo substituído pelas tecnologias, é necessário referir que este ainda é produzido em grande escala anualmente resultando na maior causa de desflorestação. O referido na notícia aborda-nos de casos em que as árvores morreram devido a causas naturais, mas que, no entanto, estão envolvidas em ciclos viciosos onde o Homem está envolvido: o aumento do efeito de estufa resulta em alterações climáticas locais que por sua vez desencadeam a morte de árvores como o exemplo referido, estas, por sua vez, deixarão de contribuir para combater o efeito de estufa, resultado em mais árvores mortas. Deste modo, deve adotar um comportamento totalmente a favor da Natureza.
TAG: Biologia

Observação de indivíduos de Drosophila melanogaster

Fig 1: Amostra de Moscas - Miradouro da Ribeira Brava



Drosophila melanogastermosca-das-frutas ou mosca-do-vinagre, é uma espécie de insecto díptero. Durante muito tempo as drosófilas foram conhecidas como moscas-das-frutas, entretanto essa nomenclatura já não é mais utilizada por referir-se mais apropriadamente às moscas da família Tephritidae, que causam prejuízo aos fruticultores. As drosófilas se alimentam de leveduras em frutos já caídos em início de decomposição e, portanto, não causam prejuízo. Esta espécie é um dos animais mais utilizados em experiências de genética, sendo dos mais importantes organismos modelo em Biologia.
É utilizada em inúmeros estudos genéticos por apresentar cromossomas "gigantes", formados por várias multiplicações dos filamentos da eucromatina, facilitando sua observação ao microscópio. Possui estruturas chamadas "pufes", que são prolongamentos da eucromatina que permitem um maior contato da mesma com o hialoplasma nuclear, ativando uma área maior do ADN. Cada um de seus olhos compostos possui cerca de 760 omatídeos.

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Fig 2: Fêmea e macho (Consultado em https://goo.gl/jkmcWG)
A sua diferenciação consiste que o Macho tem um corpo menos alongado, possui pênis na parte ventral e um arco genital, existência de um abdómen negro arredondado e possui um pente sexual, enquanto que a fêmea possui um corpo maior, abdómen listrado em riscas claras e escuras alternadamente, possui vagina na parte ventral e não tem pente sexual.

Thomas Hunt Morgan, embriologista, realizou estudos aprofundados com moscas. As moscas estudadas têm dimensões reduzidas e, muito frequentemente, estão sobre os frutos maduros, tendo o nome científico Drosophila melanogaster; sendo, por isso, conhecida por mosca-da-fruta.
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Figura 3: Ciclo de Vida da Drosophila melanogaster (Consultado em https://goo.gl/4T5JXy)

Estas moscas são ideias para a experiência uma vez que apresentam um ciclo de vida bastante curto (26-33 dias). O ciclo divide-se em 4 etapas: ovo, larva, pupa e fase adulta.



ATIVIDADE LABORATORIAL
Material:
  • Amostras de diferentes de lugares de Drosophila melanogaster;
  • Tubos de ensaio;
  • Éter;
  • Recipientes com meio de cultura;
  • Pinças;
  • Caixas de petri;
  • Algodão;
  • Pipetas;
  • Lanterna (opcional)
  • Lupa binocular.
  • Funil;
Procedimento:
  1. Após ter recolhido a amostras da espécie e ter deixado elas se reproduzirem, abra com recipiente com cuidado e cubra com o funil invertido com o tubo de ensaio a tapar a saída.
  2. Aguarde que as moscas subam, se necessitar, utilize a lanterna para acelerar o processo.
  3. Com a pipeta, humedeça o algodão com éter e tape o tubo de ensaio de modo a "adormecer" a espécie Drosophila melanogaster; (CUIDADO: É IMPORTANTE QUE NÃO UTILIZE EXCESSIVAMENTE ESTE PARA NÃO AS MATAR)
  4. Quando as moscas estiverem adormecidas, coloque-as na caixa de petri e observe à lupa para registar as diferenças e identificar caraterísticas de lugares específicos.
Fig 4: A espécie adormecida dentro das caixas de petri

RESULTADOS

Fig 5,6 e 7: Drosophila melanogaster de Câmara de Lobos, São Paulo e Miradoro, respetivamente.
Podemos constar que entre as espécies da Ribeira Brava não há diferenças significativas. Já em oposição, a espécie de Câmara de Lobos apresenta um corpo ligeiramente mais claro.

(Este artigo encontra-se em desenvolvimento)
TAG: Atividade Prática

Cientistas conseguem fazer nascer crias de ratos de casais do mesmo sexo.

Casais de ratos do mesmo sexo conseguem procriar graças aos cientistas 






NOTÍCIA


Nova técnica que usa células estaminais modificadas apagando grupos químicos do ADN associado ao sexo, fazem nascer crias de ratos de casais do mesmo sexo. Investigação foi realizada pela Academia Chinesa.

Graças a uma nova técnica que mistura células estaminais modificadas apagando grupos químicos de ADN associado ao sexo, é possível reproduzir crias de rato a partir de casais do mesmo sexo.



Muitas espécies conseguem reproduzir-se sem ser necessário haver um casal de macho-fêmea, como anfíbios, reptéis e peixes. Mas o processo é mais difícil quando toca a mamíferos. ”Estamos interessados na questão de os mamíferos apenas puderem submeter-se à reprodução sexual”, afirmou Qi Zhou, o coautor do estudo à revista.


O estudo desenvolveu um processo complicado de modificação genética, já que os cientistas tiveram que eliminar anormalidades geradas no processo reprodutivo de casais do mesmo sexo. Normalmente, os mamíferos herdam dois conjuntos de genes, um do pai e outro da mãe. Contudo, existe um grupo químico do ADN associado ao sexo, chamado ”impressão genética”, que se herda de um só progenitor.


Neste caso, o subconjunto do outro progenitor está inativo, uma vez que ao transmiti-lo é apagado. Caso esse processo não seja concluído de forma adequada a cria pode sofrer anomalias. Misturar material genético de crias do mesmo sexo pode apresentar elevados riscos para os bebés que recebem a importação genética.


                                               Fig.1 - Rato recém-nascido.

Utilizando conjuntos de ADN de ratos fêmea, os cientistas conseguiram reproduzir 29 crias a partir de 210 embriões que conseguiram viver até à idade adulta e reproduzir-se na normalidade. No entanto, os ratos produzidos a partir de material genético masculino só sobreviveram durante 48 horas.



Este é uma investigação importante no ramo científico. Dusko Ilic, investigador da King’s College de Londres, considera que isto ”abre caminho sobre diferentes aspetos da reprodução entre mamíferos e abre novas portas para futuras investigações”, afirmou à agência SMC.



Por outro lado, Christophe Galichet, investigador do Instituto Francis Crick, sublinha que ”os autores deram um passo extremamente importante para que possamos entender o porquê de os mamíferos apenas se puderem reproduzir sexualmente”.

É a primeira vez que este método é aplicado com êxito depois de outras experiências prévias. E ainda que as aplicações desta investigação sejam em grande medida teóricas, poderão melhorar o processo de clonagem nos mamíferos e nos tratamentos de fertilidade para o mesmo sexo.



COMENTÁRIO

A fecundação acontece nos mamíferos quando há a junção de um óvulo com um espermatozóide, ou seja, é necessário existir um sistema reprodutor masculino e um sistema reprodutor feminino, pelo que não pode haver a junção de óvulo com óvulo ou vice-versa.
Porém, a fecundação não necessita necessariamente de relações sexuais pelo que há a reprodução assistida que ajuda casais a procriarem no caso de problemas na fecundação normal. Alguns problemas frequentes são:
- Produção e libertação de espermatozóides em número insuficiente;
-Deficiência na mobilidade dos gâmetas;
-Percentagem elevada de espermatozóides anormais;
-Anomalias na libertação de espermatozóides;
-Exposição a tóxicos, como tabaco, álcool, drogas;
- Anomalias Congénitas;
- Anomalias na secreção hormonal, desencadeando problemas na ovulação;
- Obstrução ou alteração das trompas;
- Problemas ao nível do endométrio;  
- Infeções das vias genitais;
- Muco cervical desfavorável aos espermatozóides.
Devido a estes problemas existem a inseminação intra-uterina ou inseminação artificial, a fertilização in vitro e a Injeção intracitoplasmática de um espermatozóide.
Os cientistas da Academia Chinesa basearam-se nestes processos para que, usando um técnica semelhante, eliminassem parte do ADN dos animais que fosse prejudicial para a cria e assim poder haver a fecundação entre dois animais do mesmo sexo. 
Contudo, esta descoberta e avanço científico pode ser favorável aos casais do mesmo sexo da espécie humana no futuro.



TAG: Genética, Biologia, Investigação

Novo Órgão do Corpo Humano

Interstício: Novo Órgão do corpo humano 



NOTÍCIA



Em pleno século XXI, uma equipa de cientistas dos Estados Unidos revela-nos que temos um órgão que nunca tinha sido considerado como tal: o Interstício.  Este órgão é formado por um espaço com fluido e está nos tecidos conjuntivos por baixo da superfície da pele, reveste o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário e rodeia as artérias, as veias ou a membrana entre os músculos – tudo numa única estrutura.  
Não só é o mais recente órgão descoberto no corpo humano como também um dos maiores considerado pelos cientistas que o descobriram.

A primeira observação foi feita nos canais biliares do fígado graças a uma técnica de endoscopia. "Uma camada intermédia do canal biliar, que se pensava que fosse um tecido conjuntivo densamente compactado e com uma parede de colagénio densa, era na verdade um espaço aberto, preenchido por fluido e sustentado por uma rede de fibras de colagénio", disse Neil Theise, da Escola de Medicina de Icahn do Hospital do Monte Sinai (em Nova Iorque), ao Público.

O espaço intersticial é a principal fonte de linfa e  o maior compartimento de fluído do organismo. Mas os autores dizem que é mais do que isso. é uma estrutura contínua que se encontra a revestir os órgãos que são sujeitos a ciclos de compressão e distensão, seja estes ciclos constantes, como nos pulmões e artéria aorta ou intermitentes, como no sistema digestivo depois de uma refeição, na bexiga durante a micção, na pele sob compressão mecânica ou na membrana entre os músculos quando estes estão ativos.




                          Fig.2- Interstício, legenda.                     







No passado, o interstício era definido como o “terceiro espaço” – depois do sistema cardiovascular e do linfático. “Era geralmente descrito como um mero ‘espaço entre as células’, embora ocasionalmente o conceito de que havia um grande espaço intersticial já tenha sido referido. Mas as suas características anatómicas e histológicas nunca tinham sido descritas”, conta Neil Theise.

O que os autores propõe é que se olhe para o tecido conjuntivo de uma forma diferente, que não seja apenas considerado como uma parede de colagénio densamente empacotado, mas como um órgão que tem espaços preenchidos com fluído e novas células. Estas células têm características que lembram fibroblastos (células do tecido conjuntivo que fabricam colagénio), e células endoteliais (revestem o interior dos vasos sanguíneos).

Como o interstício é uma “estrada” com fluido em circulação, isso poderá explicar por que é que as células cancerosas, quando a invadem, se tornam tão propensas a espalharem-se. “Sabemos há décadas que a invasão do cancro nessas camadas é o momento em que há mais risco de ele se espalhar para fora do órgão, particularmente para os gânglios linfáticos”, diz Neil Theise, realçando que antes se pensava que este espaço tivesse uma parede densa de colagénio. “O espaço é preenchido por uma ‘estrada’ de fluido, muitas vezes sob pressão, que circula diretamente no sistema linfático e, desta forma, para os gânglios linfáticos. As metástases tumorais estão dependentes deste espaço e das suas características.”

Os cientistas prevêm que o novo órgão vá provocar um grande avanço na medicina principalmente no que toca a células cancerosas. O interstício poderá, realmente, ser revolucionário.



COMENTÁRIO


O interstício, apesar de ter sido descoberto tarde, revelou-se um órgão com muitas informações o que levanta muitas dúvidas aos cientistas. Nele, passa o fluido intersticial que é uma solução aquosa clara e transparente presente entre as células de organismos multicelulares e é composto por aminoácidos, açúcares, ácidos gordos, coenzimas, neurotransmissores, sais, produtos residuais das células e também por hormonas, que depois serão transformados em linfa essencial ao corpo humano.

Na minha opinião, a descoberta do órgão poderia ter sido efetuada mais cedo. No entanto, nunca ninguém imaginou que aquele espaço entre as células seria realmente um órgão.
Infelizmente, o Interstício pode ser uma das razões pelas quais o cancro se espalha pelo corpo humano, pois nesse espaço circula fluido por onde podem passar células tumoriais, mas as questões levantam-se quando nesse fluido em circulação também estão presentes células do sistema imunitário. Será este órgão bom ou mau?

Com a tecnologia sempre em evolução, os cientistas irão certamente descobrir uma maneira para que o interstício seja a descoberta para as células cancerosas não se espalharem para outras partes do corpo ou até a cura para o cancro.

TAG: Biologia, Investigação

Feito com por Álvaro Teles e Mónica Silva

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