A apresentar mensagens correspondentes à consulta OCORRÊNCIAS ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta OCORRÊNCIAS ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

Halterofilista Taiwanesa suspensa por oito anos por doping

NOTÍCIA



Tzu-Chi Lin foi suspensa por dois anos pelo Comité Olímpico do Taiwan, após ter acusado o consumo de esterÓides num controlo anti-doping realizado em junho de 2016. A atleta já tinha sido suspensa.

A halterofilista taiwanesa Tzu-Chi Lin foi suspensa por oito anos devido a uma segunda violação do código mundial de anti dopagem, confirmou esta quinta-feira o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).
Tzu-Chi Lin foi suspensa por dois anos pelo Comité Olímpico do Taiwan, após ter acusado o consumo de esteróides num controlo anti doping realizado em junho de 2016, já depois de uma primeira suspensão por doping, em 2010, por dois anos.
A Agência Mundial de anti dopagem (AMA) recorreu da decisão do organismo olímpico de Taiwan em junho de 2018, por entender que, tratando-se da segunda infração, o castigo deveria ser de oito anos, o que foi agora confirmado pelo TAS.
Tzu-Chi Lin, de 30 anos, já deteve o recorde mundial na categoria de -63 kg, em 2014, e todos os resultados obtidos pela atleta desde 24 de junho de 2016 serão anulados, o que implica a perda de pontos, medalhas e prémios.
NOTÍCIA




Os esteróides são biomoléculas muito importantes com diferentes funções. Muito são hormonas animais que regulam vários processos metabólicos. Alguns são usados como medicamentos para reduzir processos inflamatórios, controlar alergias, artrites, etc. As hormonas sexuais femininas, estrogénios e progesterona, são largamente aplicadas no controlo da natalidade.
Os esteróides podem ser sintetizados por processos químicos, mas recorre-se muitas vezes a microrganismos, pelo menos em algumas etapas do processo. A bioconversão permite a produção destas substâncias em boas condições comerciais. 
No caso da halterofilista taiwanesa, o uso de esteróides no desporto não é permitido sendo considerado doping (substância ilegal ministrada a um atleta ou competidor para alterar o seu desempenho ou condição física). 

Ferido de Pedrogão Grande internado em Espanha por ter melhores condições de enxertos de pele

                                                  Fig.1 - Incêndio de Pedrogão Grande 
NOTÍCIA





Carlos Guerreiro é um dos feridos mais graves do incêndio de junho e estava até agora internado em Espanha, sem poder dar o seu apelido ao filho que nasceu entretanto. Chegou a Coimbra esta semana.
“Agora pego no carro e vou a Coimbra ver o Carlos todos os dias. Vai-se a ver e até gasto menos dinheiro do que andava a gastar a ir a Espanha uma vez por mês.” Patrícia Santos está determinada em acompanhar Carlos, o companheiro, em cada momento do processo de recuperação. Oito meses depois, um dos feridos mais graves do incêndio de Pedrógão Grande está de regresso a Portugal, internado no Hospital de Coimbra, onde chegou esta terça-feira. A companheira Patrícia, de 29 anos, está “animada”, como não se sentia há muitos meses.
Carlos Guerreiro, de 43 anos, ficou com 85% do corpo queimado ao fugir do fogo na estrada entre Mosteiro e Troviscais, onde estava a apanhar lenha com o cunhado quando o fogo lhes chegou. “A última vez que tentei entrar em contacto com ele, estava a ver da janela as chamas perto do IC8. Foi aí que percebi que algo estava errado”
O estado de saúde de Carlos era tão delicado que foi transferido para o Hospital La Fé, em Valência (Espanha), onde a tecnologia para os enxertos de pele é mais avançada e lhe garantia maiores hipóteses de sobrevivência. Oito meses depois, a sobrevivência está, para já, assegurada — falta saber como será o resto da recuperação. Em Coimbra, conta Patrícia, Carlos está a ser reavaliado pela equipa médica portuguesa. “Amanhã já deverei saber mais coisas”, conta a companheira, ainda sem conseguir acreditar que o dia que mais desejava — que Carlos regressasse para ao pé de si e da família — chegou.
Patrícia contou com o apoio do Hospital de Coimbra para poder visitar Carlos em Valência uma vez por mês, desde finais de agosto. La Fé fica a mais de 800 quilómetros de distância de Pedrógão Grandee Patrícia está atualmente desempregada, razões pelas quais não tinha meios para conseguir visitar o companheiro sem essa ajuda. O Hospital tem-lhe garantido apoio psicológico ao longo de todo este processo.
Continuar a ler: https://observador.pt/2018/02/22/agora-pego-no-carro-e-vou-a-coimbra-todos-os-dias-ferido-de-pedrogao-regressa-a-portugal-e-pode-dar-nome-ao-filho/


COMENTÁRIO




O sistema imunitário mediado por células é o responsável pela rejeição que se verifica quando se efetuam enxertos de tecidos ou se fazem transplantes de órgãos em que existem diferenças bioquímicas importantes entre o dador e o recetor. 
Em diferentes situações clínicas é necessário recorrer a transplantes de órgãos ou de tecidos como é o caso de Carlos que precisou de um transplante de tecidos de um dador. 
Para minimizar as reações de rejeição no organismo humano, procuram-se tecidos ou órgãos que sejam, tanto quanto possível, compatíveis com as características bioquímicas do recetor. 
Quando ocorrem queimaduras graves de pele, neste caso, como as do Carlos, recorrem-se a enxertos nas zonas queimadas. 
Para evitar a rejeição de enxertos de um dador, aplicam-se também ao recetor várias drogas que suprimem a resposta imunitária, mas estas drogas comprometem também a capacidade do sistema imunitário em relação a outras infeções. 


Bibliografia





Tag: Ocorrências

Gémeos que nasceram em anos diferentes?



NOTÍCIA



Sara e Samuel: Gémeos que nascem em anos diferentes.

Em Curitiba, no Brasil, uma mulher chamada Michele deu à luz gémeos em anos diferentes. Como é possível?
Acontece que a mulher de 33 anos, que se encontrava no hospital em trabalho de parto trouxe para o mundo o Samuel, no dia 31 de dezembro de 2017, às 23.44h com 2.810 Kg e 47 centímetros e a Sara que nasceu 22 minutos depois já no dia 1 de Janeiro de 2018 à 00:06h com 2.755 Kg e 48 centímetros.

Michele encontra-se igualmente saudável e diz que a gravidez foi tranquila apesar de só ter descoberto que iria ter gémeos na 8ª semana de gestação. 

"Mais duas bençãos que Deus manda pra gente, a gente tá muito feliz!" - Conta a mãe das duas crianças que também tem um filho de 4 anos.

A Sara e o Samuel são gémeos heterozigóticos, ou seja, gémeos que possuem só 50% de caracteres iguais, gémeos falsos portanto.Nasceram de parto natural o que foi surpreendente para os médicos visto que o primeiro filho de Michele precisou de cesariana.



Esta notícia percorreu o mundo inteiro. As duas crianças ficaram muito conhecidas pois não é todos os dias que se encontram gémeos com uma data de nascimento diferente.
Atualmente, Sara e Samuel encontram-se saudáveis e em crescimento.

Vídeo da notícia:
https://www.youtube.com/watch?v=FO4M9C_caOw


COMENTÁRIO


Tal como acontece com os cromossomas, também os genes formam pares, reunindo informação de cada um dos progenitores em alelos (formas alternativas de um dado gene). Como existem diferentes versões de um mesmo gene (por exemplo, olhos azuis ou olhos castanhos, cabelo escuro e cabelo claro), os pares de alelos podem incluir genes iguais ou diferentes entre si (ou seja, ser homozigóticos ou heterozigóticos, respetivamente) e podem ainda incluir genes dominantes ou recessivos.

Os gémeos apresentam uma proporção muito elevada de genes partilhados. Os gémeos monozigóticos (idênticos) partilham 100% dos seus genes, enquanto gémeos dizigóticos (fraternos) partilham em média 50% dos seus genes, como acontece com qualquer outro par de irmãos. Como os gémeos partilham os mesmos progenitores e a maioria cresce em ambientes semelhantes.

Os gémeos monizigóticos desenvolvem-se a partir de um único óvulo fecundado por um único espermatozóide e partilham a mesma placenta sendo sempre do mesmo sexo. Os gémeos dizigóticos formam-se apartir da fecundação de dois óvulos por dois espermatozóides. Normalmente, não são mais semelhantes do que irmãos que nasçam em alturas diferentes. Podem ser ou não do mesmo sexo. 

Sara e Samuel são gémeos dizigóticos, ou seja, foram formados por dois oócitos e dois espermatozóides pelo que gerou dois embriões, portanto é perfeitamente normal e compreensível que o Samuel tenha sido o primeiro a nascer e logo a seguir a Sara pois são embriões diferentes. 

TAG: Genética, Ocorrências

Menina Encontrada na Mala do Carro aos 2 Anos

NOTÍCIA




Uma mãe, portuguesa residente em França, criou a filha desde o nascimento até aos 2 anos dentro da mala do carro mantendo-a fechada e sozinha comparecendo apenas para a alimentar e mudar a fralda.


A mulher levou o carro ao mecânico, certo dia, e este ao consertar o erro do veículo ouviu ruídos vindos da bagageira. Quando abriu a parte de trás do carro encontrou a menina, Serena, visivelmente assustada e desnorteada cheia de larvas e fraldas sujas à sua volta. Rapidamente chamou a polícia e a mulher, Rosa Cruz foi detida. 
Hoje, está aberto o julgamento ao caso de Serena, assim como todas as provas e conclusões tiradas da investigação que ocorria desde 2013.



Fig.2 - Rosa Cruz e o marido a apresentarem-se no tribunal.

Os exames forenses feitos ao cabelo de Serena confirmam que a menina foi medicada com substâncias químicas presentes em medicamentos que são utilizados como analgésicos e anestesiantes."Nenhuma dessas substâncias é indicada para crianças com menos de seis anos e é discutível o uso em menores. E quando ela foi encontrada tinha 23 meses",   esclareceu esta segunda-feira no tribunal de Tulle, França, o pediatra que observou a menina nas horas seguintes a ser descoberta, em outubro de 2013. 

O perito explicou que "só viu crianças no estado de Serena nas guerras do Leste da Europa" e que o caso o deixou chocado: "Já vi muito raquitismo, mas nunca nada como esta menina. Em França já não há nenhuma criança assim há muitos, muitos anos", afirmou. 

                                                     Fig. 2- Rosa Cruz, mãe de Serena.

Rosa Cruz no julgamento afirmou estar arrependida. "É muito duro ser confrontada com esta realidade, com o mal que lhe fiz. Não li a acusação, não queria saber o mal que lhe tinha feito. Lamento imenso" ,  afirmou a arguida, de 50 anos, desempregada, a quem a Justiça devolveu os outros três filhos, com idades entre os 9 e 17 anos. 


Rosa Cruz poderá ser condenada a 20 anos de prisão. A menina Serena nunca estará 100% bem a nível psicológico, pois os primeiros anos de vida são muito importantes nível de criação de laços e desenvolvimento tanto motor como cerebral.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/exames-confirmam-que-emigrante-portuguesa-drogou-filha-bebe


COMENTÁRIO



Segundo os cientistas, os psicólogos e psiquiatras sabemos que o ser humano nasce inacabado e incapaz de sobreviver sozinho (inacabamento biológico) ao contrário de todos os outros animais que já nascem com características e instintos que lhes permitem a sobrevivência e a independência.

Porém, compensar o incabamento biológico é uma tarefa complexa, que exige tempo e obedece a ritmos próprios. A extrema fragilidade e falta de preparação inata para o mundo, isto é, a neotenia da espécie humana, conduzem ao prolongamento do período biopsicológico da infância e da juventude.

Esse período biopsicológico acontece principalmente na infância que é quando a plasticidade desenvolvida pelo cérebro está mais apta a captar mais ensinamentos e ligações emocionais, ou seja, mais apta à adaptação. Os primeiros dois anos de vida de uma criança são muitos importantes para o seu desenvolvimento, tanto físico como psicológico o que me leva a pensar nesta menina.

Os primeiros dois anos da sua vida foram passados sobre analgésicos demasiado fortes para o seu corpo, ao escuro, sem ligações emocionais nenhumas ou comunicação aparente o que me leva a a concluir que esta criança perdeu uma grande parte do seu desenvolvimento neuropsicológico.

Com isto, a incompletude presente no momento do nascimento e o caráter neotécnico da espécie nunca serão totalmente ultrapassados. No entanto, para esta menina será duas vezes mais dificil de adquirir a independência, a ligação emocional com as pessoas e a comunicação com a sociedade, embora ainda haja esperança para ela, pois a neuroplasticidade está muito presente na infância e na juventude. 

Por fim, com a devida ajuda profissional, a criança será capaz de se adaptar ao seu novo mundo que para nós não tem nada de novo. Não será tarefa fácil e levará muito tempo, mas esta acabará por conseguir.

TAG: Ocorrências

Madeira. Como é partilhar a ilha com o mosquito do Zika

                                                         Fig. 1 - Mosquito Aedes aegypti
NOTÍCIA



O mosquito responsável pela transmissão do vírus zika existe na Madeira pelo menos desde 2005. Em 2012, foi responsável por um surto de dengue na região. Como é conviver com ele?

Na Madeira, a população vê-se obrigada a conviver com um mosquito. Mas não é um mosquito qualquer. Trata-se do Aedes aegypti, um dos principais vetores de transmissão de vírus como o chikungunya, o dengue e o zika. Este inseto preto com riscas brancas existe na ilha pelo menos desde 2005, chegou ao arquipélago provavelmente em contentores vindos da Venezuela ou do Brasil. Recentemente, a confirmação de casos de zika em 23 países — com cerca de três a quatro milhões de pessoas infetadas — pôs o nome do mosquito nas capas dos jornais. E embora não haja casos de transmissão confirmados na Madeira, a prevenção e o controlo do mosquito são feitos há já vários anos.

Ao Observador, Ana Clara Silva, vice-presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais da Madeira, explica que “o zika é mais uma variável que se vem juntar à nossa preocupação de prevenção e controlo de doenças de transmissão vetorial”. Desde 2005 que a Madeira tem “um plano de prevenção e controlo do vetor”, mas a preocupação com o zika — reconhecida na região “desde 2014” — veio introduzir a “necessidade de estarmos preparados para a sua deteção precoce”, explica a vice-presidente.
Haverá consciência da parte dos madeirenses para a possibilidade de um surto? “Nós temos vários estudos já feitos no terreno que avaliam essa consciência. E sabemos é que as comunidades são capazes de se agregarem mais em torno da doença do que em torno da prevenção”, refere Ana Clara Silva. Porém, a Madeira experienciou um surto de um outro vírus — o dengue — no final de 2012, com mais de 2.000 casos confirmados. A especialista considera que, por isso, a comunidade madeirense “tem um nível de alerta ligeiramente distinto”, ou pelo menos estão mais alerta para “os riscos relacionados com a possibilidade de introdução do vírus zika, ou da reintrodução” do dengue.


                                                    Fig. 2 - Mosquito Aedes aegypti fêmea
Por agora parece não haver motivos para alarme. Ainda que, até à segunda semana de fevereiro, o arquipélago tenha registado uma atividade do mosquito “relativamente alta para a época”, essa atividade foi “bastante baixa quando comparada com a nossa pior semana”. Foi entre 12 a 18 de outubro, na qual se registou “uma maior atividade de oviposição nas nossas armadilhas e captura de adultos na rede de armadilhas que dispomos, dispersa por todo o território”, Porto Santo incluído. Mas “relativamente a essa semana, tivemos uma quebra de 96%”, conta. “É natural que [atualmente] estejamos na atividade nula. Isto é, a atividade é tão pequena que nas redes não se registam nem ovos nem presença de [mosquitos] adultos. A nossa tradição diz que no mês de fevereiro e março, a atividade na rede é praticamente zero”, indica Ana Clara Silva.
A monitorização da atividade do mosquito assenta de forma contínua nessa rede de armadilhas espalhadas pelo território. Trata-se, no fundo, de simular um criadouro com um balde com água, no qual é colocada uma régua com uma fita encarnada de textura áspera. Na zona de contacto entre a fita e a água são criadas condições para as fêmeas do mosquito depositarem os ovos. A equipa de Ana Clara Silva recolhe periodicamente essas fitas e verifica posteriormente, num laboratório integrado no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, se foi feita a oviposição.
COMENTÁRIO




Contactamos diariamente com milhões de microrganismos. A maior parte deles são inofensivos e muitos até representam uma defesa contra aqueles que são patogénicos, outros podem provocar graves doenças.
No nosso quotidiano lidamos com factos e notícias que nos despertam para os problemas causados na Humanidade pelas doenças infeciosas. 
As doenças infeciosas são todas as doenças causadas por agentes patogénicos como por exemplo vírus ou bactérias. 
Existem vários problemas causados por doenças infeciosas, tais como a tuberculose, as gripes, as pneumonias, a febre da carraça, etc. 
No caso da Ilha Madeira, para além de todas estas doenças, temos a Dengue que é causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O mosquito surgiu na ilha à quase 11 anos causando febres, dores no corpo, manchas na pele e hemorragias. Alguns casos são fatais, ou seja, se não forem tratados a tempo podem causar a morte.
Com isto, os microrganismos causadores de doenças propagam-se, em geral, através da água, do ar, dos alimentos, por contacto, por espirros, tosse, expectoração, por animais picadores ou através de ralações sexuais. Os vírus e as bactérias são, sem dúvida, os agentes que provocam um maior número de doenças infeciosas. Estes microrganismos diferem entre si não só quanto à estrutura como também quanto ao modo como atuam e se reproduzem.  

Vai um suplemento de memória para ajudar nos exames?

"Na época de exames precisa de mais vitaminas? Não!"


                                                          Fig.1- Estudar muitas horas por dia faz mal
NOTÍCIA



Se está convencido que para passa nos exames basta tomar umas ampolas para a memória, é melhor pensar duas vezes. Até aos cafés, as pastilhas elásticas ou as sardinhas podem dar melhor resultado.



“Na época de exames precisa de mais vitaminas? Não!”, afirma Nuno Borges sem dúvidas. “É incrivelmente improvável que seja necessário recorrer a suplementos durante a época de exames.” Se uma pessoa já tiver uma alimentação saudável, não vale a pena “tentar forçar” com suplementos de vitaminas.
O nutricionista prefere deixar outras recomendações, não só aos alunos, mas às futuras mães. “Se a mãe não se alimentar bem [durante a gravidez e amamentação] os filhos podem ter problemas a nível do desenvolvimento intelectual”. Nesse sentido, Nuno Borges aconselha as grávidas e lactantes a ingerir duas porções por semana de peixes gordos – salmão, sardinha ou cavala -, ricos em ómega 3 (um ácido gordo). “[O ómega 3] parece ajudar no desenvolvimento do sistema nervoso central e retina [do embrião].” Mas esta recomendação pode ser estendida a crianças e jovens, em especial na época de exames.
Outros alimentos com “gorduras interessantes”, segundo Nuno Borges, são os frutos secos. Têm vitamina E, outros micronutrientes e fibras. E dão uma sensação de saciedade, mesmo quando se ingere uma pequena quantidade. No entanto, o nutricionista lembra que as famílias não precisam de optar por soluções caras. Iogurte, leite, torrada ou uma peça de fruta, são algumas das possibilidades. O importante é ir comendo de vez em quando enquanto se estuda, adaptando sempre a quantidade de comida e de calorias ingeridas à atividade física. Que para os alunos que passam o dia a estudar é muito reduzida. Daí que Bernardo Barahona Côrrea aconselhe a prática de exercício físico aeróbio. Além disso, “melhora a oxigenação do cérebro, memória e atenção”, refere o médico.
Absolutamente proibidas estão as bolachas e batatas fritas. Além de estarem demasiado disponíveis – só se para de comer quando se vê o fundo do pacote -, têm excesso de gorduras saturadas, açúcar e sal. O nutricionista Nuno Borges lembra ainda que “quem consome muito fast-food apresenta menores desempenhos cognitivos”. “Muito açúcar, muita gordura, mas pouco nutrientes.”
                           Fig.2. Uma boa alimentação é a chave para um bom estudo.
Descartando as substâncias tóxicas, como o álcool, Nuno Borges sugere outras substâncias que podem aumentar, ainda que temporariamente, o rendimento intelectual. Mascar um pastilha ou beber um café. “A cafeína tem um efeito positivo sobre alguns aspetos intelectuais. De uma forma aguda dá a capacidade de fazer as coisas mais rapidamente.” Embora não o recomende antes da puberdade, não vê qualquer problema que um adolescente tome dois ou três cafés por dia durante a época de exames. Até recomenda um café antes do exame.
Como alternativa ao café, pode tomar-se chá preto ou chá verde, que também têm cafeína. Com efeitos mais moderados, aparecem as bebidas energéticas, o guaraná, o refrigerante cola ou o chocolate. Mas como em tudo, nada de excessos. E mais, não esquecer de beber água. “A desidratação perturba o discernimento cognitivo.”
Acima de tudo, o que Nuno Borges recomenda é que os alunos não encarem a época de exames como uma situação diferente. O médico Bernardo Barahona Côrrea lembra que os alunos precisam de dormir bem e o tempo suficiente. “O estudo deve ser feito ao longo do ano”, refere o neuro psiquiatra. Mas planear bem o estudo nesta época também ajuda. Um plano de estudo ideal deve contabilizar as pausas, que devem acontecer a cada duas horas, e os momentos de lazer. E deve ser realista. E não termina sem dizer que: “Não há coisas milagrosas que possam ser feitas nesta altura. Nem mesmo em termos farmacológicos.”
COMENTÁRIO


A biotecnologia utilizada na produção industrial baseia-se na capacidade de os microrganismos realizarem certas reações químicas que ultrapassam a capacidade de síntese química e que são economicamente favoráveis. O uso de microrganismos com este fim é designado por bioconversão ou biotransformação. Este processo biotecnológico inclui três fases: preparação do material, bioconversão e recuperação de produtos. 
O uso de microrganismos tem aplicações não só na produção de antibióticos como de outros produtos como por exemplo: esteróides, vitaminas, proteínas e ainda na área da biotecnologia. 
As vitaminas (nome dado a várias substâncias pertencentes ao reino animal ou vegetal que, atuando em pequeníssimas quantidades, põem em movimento as reações químico-biológicas dos organismos animais) são produzidas industrialmente por fermentação direta, utilizando culturas de certas espécies de bactérias ou de fungos. Para estimular uma produção com maior rendimento possível: 
  • Provocar mutações e selecionar os mutantes mais produtivos;
  • Fornecer aos microrganismos os nutrientes necessários (sacarose, proteínas, cobalto); 
  • Evitar a contaminação por outros microrganismos; 
No entanto, atualmente, algumas das vitaminas e suplementos existentes no mercado não foram sujeitas a qualquer tipo de controlo sendo que algumas delas podem conter apenas suplementos alimentares pelo que são considerados ineficazes, ou seja, não provocam qualquer tipo de mudança positiva ou negativa no organismo. Por tudo isto, defende-se que as vitaminas sejam sempre receitadas pelo médico quando estritamente necessárias e nunca compradas sem receita médica visto que muitas delas só servem para aumentar o poder económico das grandes indústrias. Contudo, a prática de exercício físico e a alimentação saudável é a chave para uma melhor qualidade de vida.
Bibliografia

Unidade Paramilitar do "Apartheid" Concebida para Espalhar Sida na População Negra

                                  Fig. 1 - Luto por aqueles que morreram de sida na época                      
NOTÍCIA



Uma unidade paramilitar sul-africana que operou durante o "apartheid" foi concebida para infetar com sida a população negra do país e em Moçambique, segundo um documentário do Independent.
Uma unidade paramilitar sul-africana que operou durante o “apartheid” foi concebida para infetar com sida a população negra do país e em Moçambique, segundo um documentário cujo teor foi divulgado este domingo pelo jornal britânico Independent. Antigos elementos do grupo terão atuado a mando de Keith Maxwell, o excêntrico líder do sombrio Instituto Sul-Africano de Investigação Marítima, que defendia um país de maioria branca, onde “os excessos dos anos 60,70 e 80 não teriam lugar no mundo pós-sida”.
O líder do grupo é acusado de se ter apresentado como um médico filantropo para dar falsas injeções aos cidadãos sul-africanos negros.“Uma sombria unidade paramilitar da era ‘apartheid’ foi planeada para infetar a população negra”, escreve hoje o jornal, a propósito do documentário intitulado “Cold Case Hammarskjold”.Um ex-elemento do instituto (SAIMR, na sigla em inglês) disse que o grupo “espalhou o vírus” a mando de Maxwell.
                                            Fig. 2 - Exame para a descoberta do vírus HIV
Falando aos autores daquele documentário, o ex-oficial dos serviços secretos do instituto Alexandre Jones disse que Maxwell, que tinha poucas qualificações médicas, se estabeleceu como médico tratando negros pobres sul-africanos.
“Qual a maneira mais fácil de obter uma cobaia, quando se vive num regime de ‘apartheid’?”, afirmou Jones para o documentário, que se estreia este fim de semana no Festival Sundance Film. “As pessoas negras não tinham direitos, precisavam de cuidados médicos. Há um ‘filantropo’ branco que chega e diz ‘vou abrir estas clínicas e tratar-vos’ e, no entanto, é apenas um lobo com pele de cordeiro”, relatou.
Os autores do documentário encontraram uma placa anunciando os serviços de um “Dr. Maxwell” em Putfontein, perto de Joanesburgo, e falaram com habitantes locais, que se lembram de um homem que tinha um monopólio virtual na área da saúde, apesar de oferecer estranhos tratamentos.
Jones disse que o SAIMR também atuou fora da África do Sul, referindo no documentário: “Estivemos envolvidos em Moçambique, espalhando o vírus da sida através de condições clínicas”. Acredita-se que o SAIRM tinha ligações secretas com as forças armadas do “apartheid” na África do Sul.Foi também acusado de trabalhar com os serviços secretos britânicos e a norte-americana CIA para assassinar o secretário-geral das Nações Unidas Dag Hammarskjold.O secretário-geral de nacionalidade sueca, um apoiante da descolonização, morreu em circunstâncias misteriosas quando o avião em que seguia explodiu antes de aterrar na Zâmbia, em 1961.
Tentava mediar a paz entre o recém-independente Congo e a província separatista de Katanga.Em 1998, a Comissão de Verdade e Reconciliação pós “apartheid” da África do Sul revelou ter encontrado cartas em papel timbrado do SAIMR que pareciam sugerir que os serviços secretos britânicos e a CIA tinham concordado que “Hammarskjold devia ser removido”, escreve o Independent.
COMENTÁRIO



Existem indivíduos que apresentam vários tipos de deficiências no sistema imunitário. Os indivíduos que não possuem linfócitos T ou têm défice dessas células são muito sensíveis a vírus e a infeções bacterianas intracelulares enquanto aqueles que não possuem linfócitos B estão sujeitos a infeções extracelulares causadas por muitas bactérias e outros agentes.
Há ainda casos em que se verifica a deficiência de fagócitos ou de outros intervenientes do sistema imunitário. Como todos os agentes do sistema imunitário interagem, desde que um deles falte, todas as linhas de defesa ficam perturbadas. Estas deficiências no sistema imunitário designam-se por imunodeficiência que pode ser congénita ou adquirida.

A imunodeficiência congénita consiste na desordem mais séria do sistema imunitário que é aquela em que os indivíduos não possuem linfócitos B nem linfócitos T. 
As crianças com esta deficiência são extremamente sensíveis às infeções e têm de viver isoladas, em ambientes completamente esterilizados. 

A imunodeficiência adquirida tem como caso mais paradigmático a SIDA que significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. É uma doença provocada por um vírus chamado VIH (o Vírus da Imunodeficiência Adquirida), que ataca o sistema sanguíneo e o sistema imunitário, que é o sistema do nosso corpo responsável por proteger-nos de bactérias e vírus.
O que o VIH faz é destruir as células que defendem o organismo, deixando as pessoas mais fracas e sensíveis a outras doenças muito graves (como a tuberculose, a pneumonia ou o cancro), ou seja, ninguém morre de SIDA mas sim das doenças que a SIDA impede o sistema imunitário de tratar. Este vírus evolui de forma diferente de pessoa para pessoa. Como se transmite a SIDA?
Uma pessoa pode ficar infetada através de relações sexuais, por contacto com sangue infetado, ou passando de mãe para filho durante a gravidez ou o parto e pela amamentação.
Atualmente, perto de 37 milhões de pessoas vivem com SIDA. Em 2015, mais de um milhão de doentes morreram. No mesmo período, cerca de 2 milhões de novas pessoas foram infetadas com o vírus. Uma pessoa infetada pelo HIV reage à sua presença pela produção de anticorpos anti-HIV pelos linfócitos B. A pessoa que possui esse anticorpos diz-se seropositiva em relação ao HIV. Infelizmente, grande parte dos vírus escapam à ação dos anticorpos.
Desde que a doença foi descoberta, no início dos anos 80, cerca de 78 milhões de pessoas foram infetadas pelo VIH e mais de 35 milhões morreram com SIDA (o que é mais de três vezes a população inteira de Portugal). A região do mundo mais afetado pela doença é a África Subsariana.
Ainda não foi descoberta uma cura para a SIDA embora hajam medicamentos que impedem a contração da doença. No entanto, há cuidados que todos nós devemos ter para prevenir a SIDA, como por exemplo: evitar entrar em contacto com o sangue de outras pessoas (ter especial cuidado com seringas, corta-unhas, escovas de dentes e outros objetos de higiene pessoal) e, no caso dos adultos, usar sempre preservativo durante as relações sexuais.

Bibliografia

https://observador.pt/2019/01/27/unidade-paramilitar-do-apartheid-concebida-para-espalhar-sida-na-populacao-negra/
https://www.google.pt/search?hl=pt-PT&biw=1366&bih=646&tbm=isch&sa=1&ei=2nOOXP3LA7C7gwfOma3wCw&q=Sida&oq=Sida&gs_l=img.3..35i39j0i67j0l8.21281.22589..23120...0.0..1.136.454.1j3......2....1..gws-wiz-img.....0.oY8zPqLAbOA

Tag: Ocorrências

Feito com por Álvaro Teles e Mónica Silva

© 2018 Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, Inc. Todos os Direitos Reservados.